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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Quando os professores não ajudam

Estamos à beira dos exames nacionais e por isso, nestas semanas antes, as escolas disponibilizam horários com os professores para que os alunos possam ir a apoios, tirar dúvidas, fazer fichas e exercícios. A presença nestas aulas não é obrigatória, até porque não conta para a nota (já estão dadas), mas dá sempre jeito. O grande problema é quando não podemos contar com estes professores, quando mais vale ficar em casa e trabalhar sozinho.

 

 

Na sexta feira fomos ao primeiro de três apoios de português. Ninguém ia com grandes espectativas de sair de lá muito esclarecido, pois se nem nas aulas a professora consegue controlar a turma e ensinar, não seria ali que a coisa ia mudar. A verdade é que saí dali a pensar que foi tempo perdido, que podia ter estado em casa a domir (sim, porque todos os apoios são de manhã e os meus horários já andam todos trocados) ou a estudar sozinha, que rendia mais. Em vez de nos dar fichas extras para treinar, ou resolver provas modelo/exames connosco, estivemos a fazer exercícios do manual que trabalhámos o ano todo. Isso eu também conseguia fazer em casa, não era?

Há mais dois apoios de português, na segunda e na terça, e não pretendo ir a nenhum deles. Eu e outros colegas com quem troquei impressões. Mas isto deixou-me a pensar, querem bons resultados nos exames, mas não conseguimos contar com (alguns) dos professores. Felizmente estou descansada para o exame de português, vou com a nota praticamente garantida e não tenho muitas dificuldades, mas nem todos são assim.

Era Uma Vez... com a Joana

É terça feira, o que significa que é dia da rubrica Era Uma Vez! A convidada de hoje é a Joana, do blog "O Mundo aos Olhos da Joana". Caso ainda não conheçam o blog passem por lá, a Joana usa o humor para falar de vários temas. E sem mais demoras, vamos ver qual é a peripécia de infância que ela escolheu para nos contar:

 

Bem o que se segue é uma peripécia minha de criança que a minha mãe conta imensas vezes, eu tinha 2/3 anos por isso não me recordo, mas ela fez o favor de contar.
Quando era miúda adorava deitar-me atrás no carro, mas em vez de me deitar no banco de trás deitava-me no tampo da mala. A situação só por si já é estranha, mas os meu país, como era sossegada e muitas vezes adormecia (ainda hoje adormeço com facilidade no carro), lá me deixavam estar descansada. Até que um dia eles repararam que os carros que passavam por eles buziavam e riam... Os meus pais não percebiam porquê até que repararam que eu estava super animada a fazer manguitos/piretes/mostrar o dedo do meio aos carros que iam atrás do nosso. Dizem que para além de eu estar animada ria imenso.
Na altura não sabiam se haviam se rir ou se me ralhavam...hoje riem-se da situação 😉

E pronto esta é a minha perícia espero que gostem e agradeço, mais uma vez, o convite.

 

Obrigada eu, Joana!

Era Uma Vez... com a Miss Queer

A convidada de hoje é a outra Miss aqui do bairro, a Miss Queer, do blog Dez Segundos, que aceitou o meu convite para partilhar uma história da sua infância connosco. Sem mais demoras, aqui está o que a Miss tem para nós:

Então, então, muito obrigada pelo convite, Miss Unicorn! E bom dia a todos!

Estão preparados para embarcar nesta aventura que foi a minha infância?

Devo dizer-vos que, ao contrário do que acontece agora, em criança tinha muita facilidade em adormecer. Ia ao café com a minha mãe e com uma amiga, adormecia (inclusivamente em pé, encostada ao balcão). Estávamos numa reunião familiar, eu adormecia. Quem me dera ainda ser assim.

Mas, como todos (ou quase todos) sabem, em determinada altura da minha vida, percebi que sou lésbica. Mas nem sempre foi assim. Ao contrário do que digo… eu tive um namorado.

O Fábio vivia na minha rua, os nossos pais (e os avós dele) eram muito amigos, conhecemo-nos desde que eu nasci – isto porque ele é mais velho – e ainda andámos juntos no infantário durante um ano – o meu primeiro e o segundo dele.

Passávamos os dias juntos, quer no infantário quer quando íamos para casa. No batizado da boneca, há fotografias nossas, de mãos dadas, a fazer de pais da boneca, todos fofinhos.

Porém, certo dia, chego a casa e a minha mãe informou-me que o Fábio lá iria com a avó. A campainha tocou e eu desapareci.

Correram a casa à minha procura e não me encontraram. A minha mãe deu-lhes conversa, para ver se eu aparecia e nada. O Fábio continuou à minha procura e não me encontrou. Desistiram. A minha mãe pediu desculpa, seriamente preocupada (e envergonhada), e eles foram embora.

Ele deve ter feito alguma coisa nesse dia e eu não gostei, mas não me lembro o quê. Provavelmente defendeu-me de alguém e eu fiquei com medo dele… Ao ouvir a campainha tocar, escondi-me debaixo da cama e adormeci. Depois de eles se irem embora, a minha mãe lá se lembrou de me procurar naquele sítio tão óbvio e encontrou-me. Acordou-me e perguntou-me o motivo da minha atitude, disse que o Fábio tinha ido embora muito triste. Expliquei que estava com medo dele, que ele era mau. E a minha mãe, mesmo sem compreender, aceitou (entre muito riso). Mas foi contar à avó do Fábio! Fui gozada por estar a dormir debaixo da cama!

O pior… É que nós continuamos amigos. E ele faz questão de me relembrar esta história!

Há poucos anos, fui ter com uma amiga a um quartel (ela é do exército). Qual não é a minha surpresa quando aparece o Fábio e solta um grito «olha a rapariga que adormeceu debaixo da cama!». Imaginam a minha cara?

Uma coisa é certa… Nunca mais me escondi de ninguém debaixo da cama!

 

Muito bom! Obrigada pela tua participação, Miss