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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Vamos ajudar // Let's help

Se seguem o blog sabem que eu gosto de trazer temas agradáveis e "leves", mas, infelizmente, o que hoje leva a escrever este post não é nada disso. Não posso ficar indiferente a questões destas, especialmente se houver alguma coisa que podemos fazer para ajudar.

 

Há alguns dias dei de caras com a história do Stephen. Foi diagnosticado com cancro de pele e, infelizmente, as cirurgias que fez no seu país não deram resultado. Os médicos deram-lhe cerca de um ano, e a sua ultima opção é ser operado nos Estados Unidos, mas a cirurgia é extremamente cara. 

Nestas situações, toda a ajuda, desde a mais pequena ação, tem um grande significado. Não sabemos o dia de amanhã, e hoje pode ser ele, mas um dia podemos ser nós. Não consigo imaginar a angustia que deve ser, para a família e amigos ver alguém que amam numa situação destas, mas sei que ele não está sozinho. Podemos não ser capazes de estar com ele pessoalmente, mas felizmente existem mais maneiras de o ajudar. 

Devido aos elevados custos da cirurgia, o Stephen está agora no Just Giving, um site onde qualquer um pode expor a sua causa e qualquer um pode doar. Não vos peço que contribuam, sei que para muitos não será possível, mas, de qualquer forma, deixo o link onde o podem fazer. 

 

Hoje por ele, amanhã por nós.

 

https://www.justgiving.com/crowdfunding/f1youtubers

 

**

If you follow the blog, you know that I like to bring you pleasant and "light" themes, but, unfortunatly, what brings me here today is none of that. I can't ignore things like this, and specially if there is anything that we can do to help.

 

A few days ago I came across Stephen's story. He was diagnosed with skin cancer and, unfortunatly, the surgeries he did on his country didn't work. The doctors gave him about 1 year, and his last option is to have surgery in the United States, but it is extremely expensive.

In situations like this, all the help, from the smallest action, has a huge meaning. We don't know the future, and today it can be him, but tomorrow it can be one of us. I can not imagine how hard it must be to his family and friends, to see someone they love like this, but I do know that he is not alone. We may not be able to be with him in person, but fortunately there are other ways to help.

Due to the high costs of the surgery, Stephen is on Just Giving, a website were anyone can expose their cause and anyone can donate. I don't ask you to donate, because I know that for a lot that won't be possible, but still I leave you the link where you can do so.

 

Today for him, tomorrow for us.

 

https://www.justgiving.com/crowdfunding/f1youtubers

Era Uma Vez... com o P.A

O convidado de hoje para a rubrica "Era Uma Vez" é o P.A, do blog "A minha namorada apanhou o bouquet". Caso ainda não conheçam, o blog do P.A aborda vários temas, sempre com humor. Hoje ele veio dar um pulo a este lado da blogosfera e partilhar connosco uma peripécia da sua infância:

 

Obrigado pelo convite Miss Unicorn =) 

Bem... parece que é graças a ti que vão ficar a perceber o porquê do motivo do P.A ser como é.
Estúpido.
Vamos recuar até aos meus 5 anos. O que mentalmente até é uma viagem curta e fácil de fazer para mim. Fisicamente, sou capaz de ser mais sexy agora. Ou isso, ou vejo pior.
Bom estamos no infantário. Imaginem o pequeno (e não sexy) P.A com o seu bibe aos quadrados vermelhos de um lado para o outro, sossegado da sua vida, quando de repente começa a observar uma espécie de predador à sua volta - uma hormonal colega de turma.
Essa colega de turma pegava em mim, empurrava-me contra a parede, dizia que queria casar comigo e pior, tinha batom, muito batom naqueles lábios!
Como eu sofria ao sentir-me uma tela de Picasso cada vez que ela me apanhava sozinho. As primeiras vezes ainda fui apanhado e beijado/pintado de surpresa, mas depois lá conseguia fugir.

E assim era a minha rotina de infantário... um episódio calmo do LoveOnTop.

Agora vem a parte que me emociona particularmente.

Eu tinha uma almofada muito fofinha com uma vaquinha sorridente cosida. Levava-a para todo o lado. Era a minha almofada!
Numa ida à praia pelo infantário, verão, calor, o P.A levava-a na mesma claro. Então nesse dia, na praia, enquanto eu estava a brincar (longe da predadora claro) oiço uma voz a gritar o meu nome. Olho e juro-vos que nunca conseguirei apagar esta imagem da minha cabeça: 
A predadora tinha a minha almofada como refém! Estava a segurá-la e prestes a beijá-la com aqueles quilos de batom! Numa espécie de "é melhor vires cá senão é a almofada quem sofre".
Lembro-me de começar a correr na direcção dela e a gritar aquele célebre "Nãaaaaaaaooooo" com os braços e mãos bem esticadas, tudo em slow motion para ter mais carga emotiva.

Em vão...

Acabei eu, a almofada e a predadora, na areia, beijados, pintados, largados...

Fim?

Não!  Falta a parte do ser estúpido.

10 anos depois deste episódio, voltei a encontrá-la....

QUE DEUSA DIVINA MEU DEUS!!!

Obrigada, P.A!

13 Reasons Why

Hoje trago-vos a série que tem andado nas bocas do mundo: 13 Reasons Why. Uma produção da Netflix, baseada num livro, que tem atraído imensas criticas positivas e já foi classificada como 9.5/10 no IMBd. Ver tantas pessoas a falarem da série despertou alguma curiosidade em mim e decidi ver o que é que estava a deixar meio mundo louco. Não demorou muito a perceber:

 

13 Reasons Why conta a história de Hannah Baker, uma adolesceste que se suicida, que não deixa uma nota para os pais mas sim treze cassetes para as treze pessoas que a levaram a cometer suicídio. Cada cassete representa uma razão e uma pessoa, tudo aquilo que lhe deu razões para acabar com a sua vida. A série centra-se em Clay Jensen, um amigo que as recebe e as ouve.

Para mim, foi impossível não ficar viciada desde o primeiro episódio. A história é cativante e cada personagem está bem pensada e trabalhada. A série também abrange temas que atingem imensos adolescentes, entre os quais o suicídio, o bullying, e muitos outros que não posso referir aqui porque não quero dar spoilers. É diferente daquilo que estamos habituados a ver mas acho que passa a mensagem que nunca sabemos o que se passa na vida de cada um, e como uma pequena ação pode afetar tanto uma pessoa.

 

Já tinham ouvido falar ou já viram? O que acham?

O meu alisamento

Já há algum tempo que andava a pensar em desfazer-me dos meus caracóis, que me acompanharam desde que sou gente. Sempre gostei de me ver com o cabelo liso, e para além disso, dá menos trabalho. Fazer um alisamento pareceu-me uma boa solução, e por isso decidi informar-me e procurar o sítio ideal.

Descobri que grande parte dos alisamentos feitos em Portugal são feitos com um produto ilegal e tóxico para a saúde: o furmol. Excluí logo a opção de utilizar tal substância. Deixa o cabelo muito bonito e brilhante, mas não compensa o risco. Felizmente, há lugares que não utilizam estes produtos.

 (Imagem retirada da internet)

 

O alisamento é um processo demorado, especialmente se for a primeira vez. Primeiro, é nos posto o produto sobre todo o cabelo e depois de aguardar um bom bocado é nos lavada a cabeça normalmente. Depois seca-se o cabelo com o secador e passa-se a prancha para que fique liso e todo o processo é repetido mais uma vez. No final, o cabelo fica brilhante e bonito. A única desvantagem é que não fica com o volume que um cabelo naturalmente teria.

Nos dois dias seguintes, como o produto ainda está ativo, não se pode lavar o cabelo nem apanha-lo, seja em rabo de cavalo ou com um gancho, correndo o risco que fique com a marca. A manutenção é, normalmente, feita de 6 em 6 meses.

 

ASMR

ASMR é a sigla para Autonomous Sensory Meridian Response, ou em português, resposta sensorial autónoma do meridiano. Embora não seja um conceito novo, muitos podem ainda não ter ouvido falar do que é. ASMR tem se tornado bastante conhecido nos últimos tempos, através do YouTube. 

 

Mas afinal, o que é exatamente ASMR? Os vídeos de ASMR pretendem ser relaxantes, através de sons como sussurros, sons proporcionados pelas unhas a bater em objetos (o chamado tapping)... Para muitas pessoas estes sons trazem um formigueiro (tingles) na cabeça, para outras apenas dão a sensação de relaxamento e ajudam a dormir.

Neste momento já existem imensos canais dedidicados a ASMR, em várias linguas. Ainda não há quase nenhuns em português de Portugal, mas há bastantes de origem brasileira. Para quem ainda não conhecia este conceito, deixo aqui exemplos de dois dos canais que mais gosto: Sweet Carol, uma youtuber brasileira, e ASMR Darling, um dos maiores canais de ASMR.

 

 

Já conheciam ou tinham ouvido falar de ASMR? O que acham?

Era Uma Vez... com a Mami

A rubrica Era Uma Vez está de volta, e desta vez a blogger convidada é a Mami, que vem partilhar uma história da sua infância. Caso ainda não conheçam o blog dela, passem por lá!

Obrigada Mami, pela tua participação!

 

 

sou a filha mais velha mas durante muito tempo fui filha única, neta única, sobrinha única…ufa que grande responsabilidade! – claro que na altura não pensava nisso, adorava ser o centro das atenções, ser a dona do mundo! - pelo menos do meu mundo.

tinha eu quase sete anos quando fui informada que iria ter uma irmã. fiquei mega feliz! alguém com quem brincar. as minhas expectativas eram grandes. mas com o passar do tempo fui percebendo que a dada altura só se falava da mana que vinha a caminho. já não me perguntavam pela escola ou pelas minhas brincadeiras, mas sim sobre a mana, o quarto da mana, o nome da mana.

quando a mana nasceu eu já estava farta da mana!

no dia em que fui conhecer a minha mana, o meu papá (meu herói) levou-me a comprar um brinquedo, para eu lhe oferecer – coitado! achava ele que eu ia gostar de oferecer uma coisa à mana, mal sabia ele! bem, lá compramos um peluche, nunca o esqueci, era um panda.

quando chegamos à maternidade, corri para abraçar a minha mamã – parecia que não a via há anos, e ainda ontem estivera com ela – cheia de saudade e carência.

a mamã perguntou: - o que que o papá tem na mão?

- é um panda. - disse eu. de forma desinteressada

- e para quem é? – insistiu a mamã

- para a mana. - respondi.

- queres conhecer a mana e dar-lhe o teu presente? – a mamã estava a tentar, coitada

- encolhi os ombros e respondi: - pode ser.

a mamã apontou para o berço, que não sei como, não tinha visto até a esse momento.

levantei-me arranquei o peluche das mãos do papá (que estava com um sorriso condescendente – daqueles sorrisos patéticos de quem finge que está tudo bem e tem esperança que assim seja).

dirigi-me ao berço, bastante alto para a minha altura, e arremessei o peluche lá para dentro, como quem joga os brinquedos para a caixa quando os está a arrumar.

não me lembro sequer de ter visto um bebé lá dentro!

as reações foram imediatas. as reprimendas. o condenar do meu comportamento, o quanto poderia ter magoado a mana…bla, bla, bla.

eu só queria a minha mamã e o meu papá e aquele ser, aquele intruso, que eu me negava a ver, só tinha vindo estragar tudo! ainda por cima não brincava nem nada!

ainda hoje ouço a minha mãe a contar esta história, sobretudo quando quer realçar o meu mau feitio.

hoje tenho uma excelente relação com a minha irmã, mas que confesso que só começou no final da minha adolescência!