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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com o Triptofano

Hoje é terça feira, e como não podia faltar, a rubrica "Era Uma Vez" está de volta. O convidado nosso de hoje é o Triptofano, que traz uma história com muita... Graça

Caso ainda não conheçam o blog, aconselho a passarem lá. Tenho a certeza que não se vão arrepender! E sem mais demoras, fiquem com a peripécia de hoje:

 

Primeiro que tudo tenho de agradecer à Miss Unicorn o ter-me convidado para participar na sua rubrica. Confesso que inicialmente foi difícil lembrar-me de um episódio marcante da minha infância visto que considero ter sido assim uma criança sossegada, basicamente um anjinho. Perguntam vocês o que é que aconteceu a certa altura da minha existência para ter tudo descambado? Pois nem eu sei…

Antes de começar com a história propriamente dita queria mostrar-vos o Triptofano em pequeno.

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Digam lá se não era uma delícia de criança? Um ar amoroso, ali a colocar a mãozinha na mamoca da estátua! Ai inocência! Aposto que o senhor meu pai ficou deliciado com tal gesto, que estava ali um filho machão orgulho dos seus olhos. Pois que não, provavelmente terei ficado desiludido com uma mamoca tão fria e pronto resolvi seguir um caminho diametralmente oposto. Mas tenho a dizer que o meu pai continua a ter orgulho em mim!

Mas passemos à história propriamente dita. Era o último dia de aulas, deveria eu estar no segundo ou no terceiro ano de escolaridade, e toda a gente estava dentro do pavilhão a fazer sabe-se lá o quê – pais, professores e alunos.

Toda a gente menos eu e o meu melhor amigo da altura, o Alex, que estávamos a brincar na caixa de areia; onde costumávamos imaginar que éramos grilos mutantes do espaço empoleirando-nos nas construções de ferro e onde eu mais que uma vez deixei cair a minha sandes do lanche e mesmo assim comi-a, o que levou a um desgaste mais rápido dos meus molares (maldita areia!).

Por alguma razão que eu desconheço, a certa parte da brincadeira, o Alex começou a bater mal da pinha. Estava ele em cima do escorrega e eu quase no topo do mesmo, a querer subir para me colocar em segurança, quando ele me começa a tirar os dedos para eu cair (que rico amigo!).

Tirava-me uma mão eu ficava agarrado com a outra, quando passava para a segunda mão eu voltava a agarrar-me com a primeira, e estivemos naquilo uns bons dez minutos, com ele sadicamente a tentar atirar-me do escorrega abaixo, e eu, sem achar piada nenhuma àquilo, a desenvolver a minha famosa técnica lapa e evitando partir-me todo, visto que a quantidade de areia na base das escadas era tão pouca que dava para ver a placa de cimento.

Ora a certa altura aparece a Graça. A Graça era a nossa colega luso-alemã, que falava assim com um sotaque engraçado e que coitada sofreu anos com a hilariante piada “Onde é que está a Graça? Em cima do telhado!” Naquela altura eu era a paixoneta da Graça, mas a Graça não era de todo a minha paixoneta; e quando ela viu que eu estava em apuros começou a gritar com a sua voz fininha “Alex, pára, Alex, pára já!!!!”, enquanto se bamboleava na nossa direcção- é que pronto a Graça não tinha propriamente as medidas da Cláudia Schiffer, era um bocadinho (de nada) mais roliça.

O Alex não ligou nenhuma à Graça e continuou a tentar atirar-me do escorrega. E eu a tentar segurar-me. Até que me fartei. Lembro-me perfeitamente de pensar que já não dava mais, larguei a mão que no momento ainda me segurava, olhei para o infinito e preparei-me para partir meia dúzia de ossos.

Ainda hoje me lembro do impacto. E de dizer para mim mesmo que a areia era muito mais fofinha do que eu alguma vez imaginara. Não me tinha magoado nem um bocadinho. Só depois dei conta que tinha literalmente esborrachado a Graça, que, aflita por me ver em apuros, tinha ido sem eu notar para a base das escadas do escorrega!

Tal aparato chamou a atenção de pais e professores e colegas que vieram a correr ver o sucedido. A Graça foi levada para o hospital, o Alex raspou-se de fininho, e eu fiquei ali, no meio de toda aquela gente, a pensar que se calhar devia dar uma oportunidade ao amor da Graça. Afinal ela tinha-me salvo.

 

Obrigada, Triptofano!

A Miss Recomenda #12 (A Rapariga Dinamarquesa)

(Pode conter spoilers)

 

A Rapariga Dinamarquesa, ou em inglês "The Danish Girl", é um filme estreado em 2015 e nomeado para os Óscares do ano seguinte, tendo ganho o de Melhor Atriz.

É baseado na vida de Einar Wegener, mais tarde Lili, e de Gerda Wegener, um casal de pintores. Einar apercebe-se, depois de posar para os quadros da sua mulher, que nasceu no corpo errado. Toda a sua descoberta por quem realmente é torna-se numa difícil batalha, por muitos vista com maus olhos nos, ainda conservadores, anos 20.

 

 

Apesar do filme ter sido criticado por não ser completamente fiel à história real, está muito bem representado, com Eddie Redmayne no papel de Einer e Alicia Vikander, no de Gerda. As várias nomeações que tiveram, para Óscares, Globos de Ouro e outros grandes prémios da indústria do cinema são a prova disso.

É uma história comovente, que nos dá a perceção da discriminação vivida naquela época e do sofrimento de ser "diferente". É o tipo de filme que nos consegue deixar agarrados ao ecrã até ao último segundo e, por isso, recomendo muito a sua visualização.

 

Era Uma Vez... com a Gorduchita

Apesar da pausa de verão que a rubrica "Era Uma Vez" fez, o calor ainda não acabou por aqui. É por isso que hoje, a Gorduchita do blog "A Vida da Gorduchita" nos vem contar uma peripécia da sua infância, passada na praia.

Passem pelo blog dela e vejam o que ela tem para contar por aqui!

 

Num dia de verão, há muitos muitos anos atrás, era eu miúda, estava eu toda contente no mar a tomar uma bela banhoca, quando olho para a minha mãe no areal e me parece que ela me acenou.
Pergunto (aos berros, que ela ainda estava longe): Que foi?
Ela (berrando também): Nada! 
Eu: QUÊ?
Ela (agitando os braços): Nada!
Eu: Nado?
Ela (continuando a agitar os braços, parecendo o movimento de bruços): NADA!
 
E eu, nadei, bruços, claro!
Quando regresso à toalha, perguntei-lhe: Por que querias que nadasse?
Ela, rindo-se: Eu não queria nada. Tu é que começaste a fazer perguntas e eu respondi: nada (de "coisa nenhuma")!
 
Achei que a minha mãe queria que eu demonstrasse a minha veia nadadora (sim, sempre gostei de nadar). Mas fiz foi uma bela figura de ursa!! Vale que a praia estava quase vazia!