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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com o Pedro

O Pedro, do blog "A Minha Caixa de Música", é o convidado de hoje na rubrica "Era Uma Vez". Se gostarem tanto de música como eu, recomendo passarem pelo cantinho dele, onde partilha vários géneros de música, para todos os gostos. Hoje, ele traz-nos não uma, mas sim duas peripécias da sua infância:

Uma das memórias mais longínquas que guardo da minha infância foi o nascimento do meu irmão! Morávamos num prédio digamos que geminado, na Rua de São Bento, com quintais comuns nas caves. Para ir para casa dos meus avós maternos só tinhamos de atravessar os quintais, sem ter de sair para a rua. Ora a minha primeira reacção quando a minha mãe chegou a casa com o meu irmão, vinda da maternidade do Hospital da Estefânia, foi muito intempestiva. Corri para casa dos meus avós e, com todas letras, gritando bem alto, disse exactamente isto: "Levem esta merda daqui!!!" Eu não era nada ciumento, e não suportava ver a minha mãe com outra criança ao colo... 

Desde muito cedo, talvez desde os 3 ou 4 anos, fui habituado a estar várias semanas longe dos meus pais, e a passar esse tempo na terra dos meus avós maternos - a aldeia das "duas letras" em Ul, Oliveira de Azeméis. Os meus avós costumavam lá passar os três meses de Verão e, durante o resto do ano, iam lá várias vezes, e quase sempre eu ia com eles. Ora, eu era doido por brinquedos, em especial por carros - como quase todos os rapazes daquela altura. Numa das idas à Feira de Espinho - ainda hoje Espinho é, para mim, uma das cidades de que mais gosto! - fiz uma birra daquelas para que a minha avó me comprasse um carro! E como ela não me satisfez o desejo, lá fui eu fazer das minhas diabruras! Passei por um miúdo que tinha um táxi miniatura, mesmo aquilo que eu queria, e sem qualquer tipo de vergonha na cara tirei-lhe o carro da mão... e lá vinha eu todo contente, com o táxi, aproveitando uma distracção dos meus avós. Mas o miúdo não se ficou e, obviamente, veio reclamar o seu pertence! Escusado será dizer que levei umas valentes palmadas no rabo, e aquela traquinice ficou-me de recordação para a vida toda!

E para terminar, não podia deixar de referir a minha embirração por bacalhau cozido - ainda hoje detesto bacalhau cozido. Como bacalhau de todas as maneiras e feitios, menos cozido!  Um belo dia, tinha uns 7 a 8 anos, e a minha mãe resolveu fazer bacalhau com grão! Na época já morava no rés-do-chão do mesmo prédio onde eu residia quando nasceu o meu irmão. Fui até casa da minha avó materna e o almoço dela era... grão com bacalhau! Dois prédios acima morava a minha avó paterna, e o almoço dela era... grão com bacalhau! Estou tramado, pensei eu! Mas não... a minha avó lembrou-se que tinha descongelado um bife para o seu jantar, e lá me fez um belo bife com batatas fritas. Desta vez escapei! Mas não escapei ao maldito bacalhau cozido, anos mais tarde, já a entrar na adolescência, em casa dos meus tios, onde tinha ido passar um fim-de-semana com as minhas primas e irmão. E ao almoço daquele sábado todos comemos... caras de bacalhau! A minha tia nunca fazia duas comidas diferentes!  E dizia sempre: sem provares não podes dizer que não gostas! E eu provei, comi - tive de comer! - e ainda hoje detesto bacalhau cozido! Mesmo na consoada do Natal nem lhe toco... como sempre um pargo cozido! 

 

Obrigada, Pedro!

A melhor paisagem de 2017

O Sapo pediu e aqui estou eu.

Confesso que adoro fotografar, especialmente se forem paisagens que me lembrem das viagens que fiz. Este ano não fui muito longe (se o desafio tivesse sido há um ou dois anos teria melhores fotografias para partilhar), mas ainda sim não queria deixar de participar nesta iniciativa.

Falei-vos aqui do meu fim de semana passado na capital das Astúrias, em junho. Apesar de ter ido para ver o Museu Fernando Alonso, aproveitei para passear pela cidade e não desiludiu. A arquitetura remonta aos tempos mediavais, as ruas são limpas e agradáveis e as pessoas muito simpáticas e acolhedoras.

Foi lá que tirei a fotografia que partilho convosco, uma igreja perto do centro histórico:

 

IMG_3362.JPG

Oviedo, 2017

 

Podem ver esta e mais fotografias no Instagram do blog (@missunicornblog).

Era Uma Vez... com a Maria Vai Com Todos

A convidada desta semana, da rubrica "Era Uma Vez", vem falar-nos de uma das melhores coisas desta vida: dormir. É a Maria Vai Com Todos, do blog com o mesmo nome. No seu cantinho, ela fala sobre um pouco de tudo, mas confesso que os meus posts preferidos são as suas dicas para viajar (outro dos grandes prazeres da vida).
Ela aceitou o meu convite e hoje partilha connosco uma história da sua infância!
 
 
Era uma vez... uma miúda que tomava banho e adormecia
Sempre me fez muita confusão as pessoas com poucas memórias da infância! Eu que tenho uma memória vergonhosa, da infância, recordo-me de muitas coisas, inclusive de detalhes, como os cheiros, a roupa, brincadeiras e até o estado do tempo!É difícil escolher uma, porque fui uma menina muito feliz!  E muito refilona! Subi a muitas arvores, brinquei com Legos, caí em cima de urtigas, fiz teatro, esfolei o joelho até ver o osso, levei cães da rua para casa dos meus avós, caí de bicicleta, comi muitos bifes com batas fritas e aos domingos, tinha grandes lanches familiares, que me aqueciam o coração! Ainda aquecem!Talvez a história mais épica, foi de quando aos 7 anos parti os dentes. Sim, plural - e, claro, os dois da frente! A história é simples, caí do muro da escola (que hoje em dia tem um muro decente, graças a mim) e parti os dentes.Apesar de me ter gabado da minha memória prodigiosa, não me recordo de cair. Apenas me lembro de estar a chorar, epicamente, porque tinha partido os óculos e os óculos eram caros. Ainda hoje consigo ouvir a minha mãezinha a dizer “cuidado com os óculos, são caros!” E eram. E são. Óculos de gente míope, a roçar o fundo de garrafa, são caros.Recordo-me da minha mãe chegar à escola e eu, inconsolável, chorava por causa dos óculos.Na altura, os meus colegas acusaram um outro miúdo, que foi chorar a sua inocência junto da senhora-minha-mãe. Recordo-me também das funcionárias e dos professores, à volta da minha mãe, com “mil desculpas, minha senhora, não sabemos como isto aconteceu”! Um ai-Jesus! A minha mãe ria-se e ainda hoje conta que eu caí, porque adormeci. Segunda ela, naquele dia, excepcionalmente, ela tinha-me dado banho de manhã.Se um dia forem lá a casa, a minha mãe vai-vos contar esta história e mostrar fotos minhas com os dentes partidos! Ao coro, irá juntar-se a minha avó, que irá contar sobre quando ela foi dar comigo, a dormir, no fundo das escadas (3 degraus - não se enervem), porque ela me tinha sentado na entrada, depois de me dar banho. A verdade, é que ainda hoje tomo banho e vou para a cama. O banho amolece-me o corpo, dá-me soninho! Muito obrigada pelo convite Miss Unicórnio e um beijinho!

 

Obrigada eu, Maria!

Sapos do Ano 2017

O Sapos dos Ano 2017 é um concurso criado pela Magda, do blog StoneArt Portugal, com o intuito de dar a conhecer alguns dos melhores cantinhos que existem neste lado da blogosfera. Podem consultar as regras e votar nos vossos blogs preferidos, inseridos em qualquer uma das dez categorias, AQUI.

Porque não são os gostos, os comentários ou os seguidores que fazem os blogs, somos nós.

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Era Uma Vez... com a Mariana

Esta semana, a convidada da rubrica "Era Uma Vez..." é a querida Mariana, do blog "De costas pr'ó mar". Caso ainda não a conheçam, dêem um pulo pelo cantinho dela, onde fala sobre um pouco de tudo.

Sem mais demoras, vamos ver o que a Mariana tem para nos contar:

 

Tenho por hábito verificar o email várias vezes ao dia. E qual não é o meu espanto, quando vejo um email da querida Miss Unicorn! Fiquei muito entusiasmada quando me convidou para participar na sua rubrica que gosto tanto de ler. E, sendo o objetivo dela contar-vos uma história da nossa infância, nada melhor do que a primeira vez que fomos acampar, devia eu ter 5 anos.

Saímos de casa às 9h, para evitar apanhar as longas filas de trânsito tão características da mudança de quinzena. Não aconteceu. Apanhámos um aparatoso acidente na autoestrada que condicionou o trânsito por completo, com Km’s de carros parados. Conclusão: chegámos ao parque de campismo de Armação de Pêra às 17h. Ainda bem que era pequena e não me lembro da seca que devo ter apanhado, livra.

Chegados ao alvéolo onde iríamos montar o nosso pequeno barraco, começou toda a comédia. Primeiro, ninguém sabia montar a tenda, aquelas cheias de ferros para um lado, que depois cruzam em cima, e ainda têm que dar meia volta para martelar no chão. Não havia cá botões milagrosos, nem tendas que se abrem sozinhas. Por isso, devem ter demorado sensivelmente 1h a montar a dita pensão com 2 quartos.

Estava então na altura de arrumar toda a tralha que se tinha trazido: louças, roupas e produtos de higiene, colchões, sacos-cama, comida, televisão e playstation (sim, o meu querido irmão teve que levar a televisão da cozinha para poder estar a jogar dentro de uma tenda com 40º lá dentro). E, como eu não tinha nada mais interessante para fazer, decidi pegar numa mini-vassoura e numa mini-pá e comecei a limpar o espaço. Não a tenda, o espaço exterior, o espaço que estava cheio de terra, de folhas e de coisas que não são apreciadas dentro daquilo que seria a nossa casa durante 15 dias. O pior é que estava uma ligeira ventania. E, alguém foi o salvador da pátria e me tirou aquilo das mãos. Bem dito sejas.

Num outro dia de manhã, acordámos e descobrimos que o meu irmão tinha andado à porrada com uma árvore. Estava escuro, ele não tinha posto os óculos e pimba. A árvore só se defendeu do ataque. Ou ainda no dia mais quente, o carro estava à sombra e assinalava 50º (isto já não é memória minha, infelizmente).

Foi uma semana muito intensa, as memórias são vagas, mas sei que gostei tanto daquilo que este ano voltei ao mesmo parque de campismo. Já não foi para uma tenda, mas o sentimento foi o mesmo. Porque para mim, o verão é um amor para a vida toda.

Beijinhos **

 

Obrigada, Mariana!