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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com a C.S

Na rubrica Era Uma Vez, os bloggers convidados recordam e partilham algumas peripécias das suas infâncias. A convidada de hoje é a C.S, do blog Há Mar Em Mim. Caso ainda não a conheçam, passem pelo blog, onde ela fala sobre um pouco de tudo. Hoje veio contar o episódio que levou à fobia de um certo tipo de animal.

 

Miss Unicorn, obrigada pelo teu convite, fiquei muito contente quando o recebi, até porque ele implica que voltemos a um dos momentos mais marcantes das nossas vidas: a infância.

Era uma vez… a pequena C.S., teria entre os dois a três anos e era uma menina curiosa, (característica que mantem até aos dias de hoje), de caracóis loiros e um mundo por descobrir. Vivia no Alentejo e os seus pais levavam-na muitas vezes a passear ao campo.

Num belo dia de primavera, a família estava num dos seus piqueniques campestres quando o pai da menina se levanta num ápice e vai a correr atrás de qualquer coisa, a pequena C.S. vai também, pois a sua curiosidade aguçada a isso a impelia.

A dada altura, “a coisa” que o pai da menina e também o tio, que se havia juntado à festa, perseguiam entrou para um buraco, que nada mais era que uma manilha de cimento abandonada, e a pequena C.S. não fez mais nada, foi colocar-se no extremo oposto, de cabeça baixa entre as pernas a espreitar, tentando compreender do que se trataria “a coisa”.

(Façamos aqui uma pausa na história. Têm de compreender que com a adrenalina do momento o meu pai não se tinha apercebido que eu também estava a fazer parte daquela aventura e, por sua vez, a minha mãe estava descansada porque eu tinha ido com o meu pai. Não se esqueçam que estamos a falar de um tempo que remonta há 28 anos atrás, em que os pais também eram mais “chill out” em relação aos filhos. Esclarecido isto, prossigamos a narrativa…)

A partir deste momento aconteceu tudo muito rápido e “a coisa”, sentindo-se perseguida, fugiu pela manilha adentro, tentando escapar para a única saída possível: a abertura por onde a pequena C.S. espreitava. “A coisa” passa-lhe pelo meio das pernas a alta velocidade e a C.S. apanhou um dos maiores sustos da sua vida, pois viu um lagarto com cerca de dois palmos de comprimento passar por si e como nunca havia visto nada igual e a tamanha velocidade começou a chorar a plenos pulmões e a correr em direção à mãe, desesperada.

Não caiu, não se magoou, apenas se assustou e ganhou um medo para a vida a tudo aquilo que seja bicho rastejante. O pai da menina lá a apanhou e consolou, tentando explicar que não se tratava de nada mau. Mas em vão. Até hoje a C.S. teme este tipo de animais.

(Não me perguntem porque raio o meu pai e o meu tio queriam apanhar o pobre bicho, não faço ideia, mas isso também não interessa. O que interessa é o trauma com o qual eu fiquei. Ahahahahah…)

 

Obrigada C.S!

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