Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com a Mami

A rubrica Era Uma Vez está de volta, e desta vez a blogger convidada é a Mami, que vem partilhar uma história da sua infância. Caso ainda não conheçam o blog dela, passem por lá!

Obrigada Mami, pela tua participação!

 

 

sou a filha mais velha mas durante muito tempo fui filha única, neta única, sobrinha única…ufa que grande responsabilidade! – claro que na altura não pensava nisso, adorava ser o centro das atenções, ser a dona do mundo! - pelo menos do meu mundo.

tinha eu quase sete anos quando fui informada que iria ter uma irmã. fiquei mega feliz! alguém com quem brincar. as minhas expectativas eram grandes. mas com o passar do tempo fui percebendo que a dada altura só se falava da mana que vinha a caminho. já não me perguntavam pela escola ou pelas minhas brincadeiras, mas sim sobre a mana, o quarto da mana, o nome da mana.

quando a mana nasceu eu já estava farta da mana!

no dia em que fui conhecer a minha mana, o meu papá (meu herói) levou-me a comprar um brinquedo, para eu lhe oferecer – coitado! achava ele que eu ia gostar de oferecer uma coisa à mana, mal sabia ele! bem, lá compramos um peluche, nunca o esqueci, era um panda.

quando chegamos à maternidade, corri para abraçar a minha mamã – parecia que não a via há anos, e ainda ontem estivera com ela – cheia de saudade e carência.

a mamã perguntou: - o que que o papá tem na mão?

- é um panda. - disse eu. de forma desinteressada

- e para quem é? – insistiu a mamã

- para a mana. - respondi.

- queres conhecer a mana e dar-lhe o teu presente? – a mamã estava a tentar, coitada

- encolhi os ombros e respondi: - pode ser.

a mamã apontou para o berço, que não sei como, não tinha visto até a esse momento.

levantei-me arranquei o peluche das mãos do papá (que estava com um sorriso condescendente – daqueles sorrisos patéticos de quem finge que está tudo bem e tem esperança que assim seja).

dirigi-me ao berço, bastante alto para a minha altura, e arremessei o peluche lá para dentro, como quem joga os brinquedos para a caixa quando os está a arrumar.

não me lembro sequer de ter visto um bebé lá dentro!

as reações foram imediatas. as reprimendas. o condenar do meu comportamento, o quanto poderia ter magoado a mana…bla, bla, bla.

eu só queria a minha mamã e o meu papá e aquele ser, aquele intruso, que eu me negava a ver, só tinha vindo estragar tudo! ainda por cima não brincava nem nada!

ainda hoje ouço a minha mãe a contar esta história, sobretudo quando quer realçar o meu mau feitio.

hoje tenho uma excelente relação com a minha irmã, mas que confesso que só começou no final da minha adolescência! 

 

13 comentários

Comentar post