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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

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Era Uma Vez... com a Psicogata

Estamos de volta com a rubrica "Era Uma Vez", e hoje a nossa convidada é a Psicogata, autora do blog "Língua Afiada". Ela foi nomeada pela Sofia, que esteve por cá na semana passada, e hoje vem particar connosco uma história da sua infância!

Mais uma vez, obrigada Psicogata

 

Era uma vez uma Maria Rapaz

 

A minha mãe desde cedo percebeu que não valia a pena vestir-me saias e vestidos para ir à escola, pois rapidamente iria à falência a comprar pensos rápidos ou meias-calças e por isso quase sempre ia para a escola de calças. Tinha imensos vestidos, mas só para ocasiões especiais e que ela podia controlar.

Primeiro dia de liceu, a minha mãe decidiu-me vestir-me uma saia de ganga branca, ficava um palmo acima do joelho e caía-me como uma luva, lá fui eu toda pimpolha para o primeiro dia de aulas.

Ainda não estávamos ambientados à escola nova e por isso fomos todos tirar a senha de almoço para o dia seguinte no intervalo grande, escusado será dizer que passamos lá os 15 minutos e mais uns 5 extra.

Assim que consigo a senha desato a correr para ver se não chego muito atrasada à aula, ia imediatamente atrás de um rapaz da minha turma, ali taco a taco pois corria que nem uma gazela.

A escola tinha um desnível de um pavilhão para o outro com uns 8 degraus, descer degraus demora muito, mesmo a correr, então ele decide avançar pelo canteiro do jardim, faz um salto e avança literalmente a voar o jardim e aterra no alcatrão sem problemas.

Eu faço exatamente o mesmo já que aquele salto não era nada que estivesse fora das minhas capacidades atléticas, só que me esqueci de um detalhe importantíssimo, a saia!

Já estava em pleno voo quando percebo que as minhas pernas não têm a mobilidade necessária para abranger o salto, eu tentei mas a saia travou-me de tal forma e tão bruscamente os movimentos que foi inevitável não cair.

Valeram-me os meus dotes de Maria Rapaz cuja experiência me permitiu sair da queda só um arranhões numa mão e num joelho, mas com os dentes intactos.

Diz quem viu e (infelizmente) foi muita gente que pensavam que me ia partir toda. Eu pensei mesmo que ia morrer, já que quando senti as pernas travadas só vi um muro de meio metro e eu a cair desamparada no alcatrão, felizmente tive discernimento de me baixar sobre o lado esquerdo e cair ainda no jardim (terra) evitando um mal maior, mas sem conseguir evitar a vergonha.

Não é preciso dizer que nunca mais levei saia para a escola pois não?

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