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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com a Gorduchita

Apesar da pausa de verão que a rubrica "Era Uma Vez" fez, o calor ainda não acabou por aqui. É por isso que hoje, a Gorduchita do blog "A Vida da Gorduchita" nos vem contar uma peripécia da sua infância, passada na praia.

Passem pelo blog dela e vejam o que ela tem para contar por aqui!

 

Num dia de verão, há muitos muitos anos atrás, era eu miúda, estava eu toda contente no mar a tomar uma bela banhoca, quando olho para a minha mãe no areal e me parece que ela me acenou.
Pergunto (aos berros, que ela ainda estava longe): Que foi?
Ela (berrando também): Nada! 
Eu: QUÊ?
Ela (agitando os braços): Nada!
Eu: Nado?
Ela (continuando a agitar os braços, parecendo o movimento de bruços): NADA!
 
E eu, nadei, bruços, claro!
Quando regresso à toalha, perguntei-lhe: Por que querias que nadasse?
Ela, rindo-se: Eu não queria nada. Tu é que começaste a fazer perguntas e eu respondi: nada (de "coisa nenhuma")!
 
Achei que a minha mãe queria que eu demonstrasse a minha veia nadadora (sim, sempre gostei de nadar). Mas fiz foi uma bela figura de ursa!! Vale que a praia estava quase vazia!

Era Uma Vez... com a Hipster Chique

A nossa convidada de hoje é a Raquel, do blog "A Hipster Chique". Caso não conheçam, o blog dela aborda vários tópicos, com algum humor à mistura, e ela está também a escrever uma série chamada "O Sítio".

Ela aceitou o convite e veio contar-nos um pouco da sua infância. Aqui está o testemunho da Raquel:

 

Quero agradecer à Miss Unicorn por me ter convidado para escrever nesta rubrica, que considero bastante divertida.

E agora que já agradeci, vamos então entrar nos traumas da minha infância. A história vai ser divida por alguns dos momentos mais traumáticos que vivi...

Era uma vez...

Uma menina pequenina, de cabelos louros, pele clara e olhos azuis que apenas queria brincar com o seu fato de fada e com as bonecas de madeira, até que um dia chegou uma bola à sua vida. A partir desse dia as bonecas serviam para postes da baliza e o fato da fada provavelmente foi queimado ou enterrado porque a minha mãe já não a podia ver com ele.

Com a bola, veio o futebol e com o futebol, veio a decisão de ser do Benfica e com isso veio a necessidade de gritar ao mundo que era do vermelho. Tudo corria bem até que a madrinha da pequena resolveu dar-lhe uma bola, azul do Porto.

A bola serviu o seu propósito e nunca mais ninguém a viu!

A mesma menina tinha por vezes comportamentos estranhos e nem sempre agia de acordo com a normalidade. Talvez porque a sua mãe via com bons olhos uma criança de 5 anos comer cebolas cruas com casca. Mesmo assim a menina cresceu saudável, não gosta de cebola e só caiu 9 vezes da mesma árvore a apanhar cerejas antes de desistir completamente de o fazer ou porque talvez se tenha esquecido do que estava a fazer.

A vida corria, tempo não esperava e após muitas farinhas de pau dadas de forma negligenciada a menina queria ser veterinária aos 7 anos. Se ao menos houvesse quem a tivesse apoiado...

A menina passou vários anos a tirar animais da rua e escondê-los numa garagem abandonada nas traseiras da sua casa. Alimentava-os e trocava os livros da escola que iam na mala por animais, para que estes fossem levados LEGALMENTE para aquela garagem.

Sabem o que aconteceu? A menina foi apanhada e teve de devolver alguns animais que afinal não eram abandonados e apenas pertenciam aos donos dos jardins das casas de onde a menina os tinha tirado. Na óptica dela, os animais estavam tristes porque ninguém brincava com eles.

Mas ninguém a entendeu, foi castigada e levou com uma tampa de um tacho no lombo.

De final feliz não reza a história desta menina porque em adulta o comportamento continua questionável. Mas para o bem da história...

E todos viveram felizes para sempre.

A Hipster Chique

 

Obrigada, Raquel!

Era Uma Vez... com a C.S

Na rubrica Era Uma Vez, os bloggers convidados recordam e partilham algumas peripécias das suas infâncias. A convidada de hoje é a C.S, do blog Há Mar Em Mim. Caso ainda não a conheçam, passem pelo blog, onde ela fala sobre um pouco de tudo. Hoje veio contar o episódio que levou à fobia de um certo tipo de animal.

 

Miss Unicorn, obrigada pelo teu convite, fiquei muito contente quando o recebi, até porque ele implica que voltemos a um dos momentos mais marcantes das nossas vidas: a infância.

Era uma vez… a pequena C.S., teria entre os dois a três anos e era uma menina curiosa, (característica que mantem até aos dias de hoje), de caracóis loiros e um mundo por descobrir. Vivia no Alentejo e os seus pais levavam-na muitas vezes a passear ao campo.

Num belo dia de primavera, a família estava num dos seus piqueniques campestres quando o pai da menina se levanta num ápice e vai a correr atrás de qualquer coisa, a pequena C.S. vai também, pois a sua curiosidade aguçada a isso a impelia.

A dada altura, “a coisa” que o pai da menina e também o tio, que se havia juntado à festa, perseguiam entrou para um buraco, que nada mais era que uma manilha de cimento abandonada, e a pequena C.S. não fez mais nada, foi colocar-se no extremo oposto, de cabeça baixa entre as pernas a espreitar, tentando compreender do que se trataria “a coisa”.

(Façamos aqui uma pausa na história. Têm de compreender que com a adrenalina do momento o meu pai não se tinha apercebido que eu também estava a fazer parte daquela aventura e, por sua vez, a minha mãe estava descansada porque eu tinha ido com o meu pai. Não se esqueçam que estamos a falar de um tempo que remonta há 28 anos atrás, em que os pais também eram mais “chill out” em relação aos filhos. Esclarecido isto, prossigamos a narrativa…)

A partir deste momento aconteceu tudo muito rápido e “a coisa”, sentindo-se perseguida, fugiu pela manilha adentro, tentando escapar para a única saída possível: a abertura por onde a pequena C.S. espreitava. “A coisa” passa-lhe pelo meio das pernas a alta velocidade e a C.S. apanhou um dos maiores sustos da sua vida, pois viu um lagarto com cerca de dois palmos de comprimento passar por si e como nunca havia visto nada igual e a tamanha velocidade começou a chorar a plenos pulmões e a correr em direção à mãe, desesperada.

Não caiu, não se magoou, apenas se assustou e ganhou um medo para a vida a tudo aquilo que seja bicho rastejante. O pai da menina lá a apanhou e consolou, tentando explicar que não se tratava de nada mau. Mas em vão. Até hoje a C.S. teme este tipo de animais.

(Não me perguntem porque raio o meu pai e o meu tio queriam apanhar o pobre bicho, não faço ideia, mas isso também não interessa. O que interessa é o trauma com o qual eu fiquei. Ahahahahah…)

 

Obrigada C.S!

Era Uma Vez... com a Joana

É terça feira, o que significa que é dia da rubrica Era Uma Vez! A convidada de hoje é a Joana, do blog "O Mundo aos Olhos da Joana". Caso ainda não conheçam o blog passem por lá, a Joana usa o humor para falar de vários temas. E sem mais demoras, vamos ver qual é a peripécia de infância que ela escolheu para nos contar:

 

Bem o que se segue é uma peripécia minha de criança que a minha mãe conta imensas vezes, eu tinha 2/3 anos por isso não me recordo, mas ela fez o favor de contar.
Quando era miúda adorava deitar-me atrás no carro, mas em vez de me deitar no banco de trás deitava-me no tampo da mala. A situação só por si já é estranha, mas os meu país, como era sossegada e muitas vezes adormecia (ainda hoje adormeço com facilidade no carro), lá me deixavam estar descansada. Até que um dia eles repararam que os carros que passavam por eles buziavam e riam... Os meus pais não percebiam porquê até que repararam que eu estava super animada a fazer manguitos/piretes/mostrar o dedo do meio aos carros que iam atrás do nosso. Dizem que para além de eu estar animada ria imenso.
Na altura não sabiam se haviam se rir ou se me ralhavam...hoje riem-se da situação 😉

E pronto esta é a minha perícia espero que gostem e agradeço, mais uma vez, o convite.

 

Obrigada eu, Joana!

Era Uma Vez... com a Miss Queer

A convidada de hoje é a outra Miss aqui do bairro, a Miss Queer, do blog Dez Segundos, que aceitou o meu convite para partilhar uma história da sua infância connosco. Sem mais demoras, aqui está o que a Miss tem para nós:

Então, então, muito obrigada pelo convite, Miss Unicorn! E bom dia a todos!

Estão preparados para embarcar nesta aventura que foi a minha infância?

Devo dizer-vos que, ao contrário do que acontece agora, em criança tinha muita facilidade em adormecer. Ia ao café com a minha mãe e com uma amiga, adormecia (inclusivamente em pé, encostada ao balcão). Estávamos numa reunião familiar, eu adormecia. Quem me dera ainda ser assim.

Mas, como todos (ou quase todos) sabem, em determinada altura da minha vida, percebi que sou lésbica. Mas nem sempre foi assim. Ao contrário do que digo… eu tive um namorado.

O Fábio vivia na minha rua, os nossos pais (e os avós dele) eram muito amigos, conhecemo-nos desde que eu nasci – isto porque ele é mais velho – e ainda andámos juntos no infantário durante um ano – o meu primeiro e o segundo dele.

Passávamos os dias juntos, quer no infantário quer quando íamos para casa. No batizado da boneca, há fotografias nossas, de mãos dadas, a fazer de pais da boneca, todos fofinhos.

Porém, certo dia, chego a casa e a minha mãe informou-me que o Fábio lá iria com a avó. A campainha tocou e eu desapareci.

Correram a casa à minha procura e não me encontraram. A minha mãe deu-lhes conversa, para ver se eu aparecia e nada. O Fábio continuou à minha procura e não me encontrou. Desistiram. A minha mãe pediu desculpa, seriamente preocupada (e envergonhada), e eles foram embora.

Ele deve ter feito alguma coisa nesse dia e eu não gostei, mas não me lembro o quê. Provavelmente defendeu-me de alguém e eu fiquei com medo dele… Ao ouvir a campainha tocar, escondi-me debaixo da cama e adormeci. Depois de eles se irem embora, a minha mãe lá se lembrou de me procurar naquele sítio tão óbvio e encontrou-me. Acordou-me e perguntou-me o motivo da minha atitude, disse que o Fábio tinha ido embora muito triste. Expliquei que estava com medo dele, que ele era mau. E a minha mãe, mesmo sem compreender, aceitou (entre muito riso). Mas foi contar à avó do Fábio! Fui gozada por estar a dormir debaixo da cama!

O pior… É que nós continuamos amigos. E ele faz questão de me relembrar esta história!

Há poucos anos, fui ter com uma amiga a um quartel (ela é do exército). Qual não é a minha surpresa quando aparece o Fábio e solta um grito «olha a rapariga que adormeceu debaixo da cama!». Imaginam a minha cara?

Uma coisa é certa… Nunca mais me escondi de ninguém debaixo da cama!

 

Muito bom! Obrigada pela tua participação, Miss 

Era Uma Vez... com a Marta

Cada vez está mais calor, e hoje falamos de praia, para deixar toda a gente a pensar em férias! Esta semana temos a Marta do blog "Marta- O Meu Canto" aqui na rubrica Era Uma Vez. Ela aceitou o meu convite para vir partilhar connosco uma peripécia da sua infância:

 

Todos os anos, o mês de Agosto era reservado para irmos à praia. Eu e o meu pai, porque a minha mãe nessa altura já não ligava muito. 

Na Ericeira, na praia a que íamos, quando estava maré vazia, havia várias rochas com poças pelo meio, onde encontrávamos peixinhos pequenos.

Certo ano (eu devia ter aí os meus 8/9 anos), o meu pai arranjou-me uma rede, para eu poder apanhar os peixinhos. E eu, muito feliz, lá andava no meio das rochas, a pescar e a colocar os peixinhos no balde!

No final do dia, mesmo indo de autocarro, meti na cabeça que havia de levar os peixinhos para casa. E lá foi o balde com água do mar, com os peixinhos lá dentro, com muito cuidado, naqueles 20 minutos de viagem.

Chegada a casa, coloquei o balde no quintal, orgulhosa do meu feito.

De repente, do nada, os peixinhos começam a saltar-me do balde e a cair no chão, e eu aflita a tentar pô-los dentro de água, e eles a saltarem de novo, até que acabaram todos mortos.

Fiquei desolada, e nunca mais apanhei peixinhos na vida!

Depois disso, só mexilhão, mas para servirem de refeição!

 

Obrigada, Marta!

Era Uma Vez... com o P.A

O convidado de hoje para a rubrica "Era Uma Vez" é o P.A, do blog "A minha namorada apanhou o bouquet". Caso ainda não conheçam, o blog do P.A aborda vários temas, sempre com humor. Hoje ele veio dar um pulo a este lado da blogosfera e partilhar connosco uma peripécia da sua infância:

 

Obrigado pelo convite Miss Unicorn =) 

Bem... parece que é graças a ti que vão ficar a perceber o porquê do motivo do P.A ser como é.
Estúpido.
Vamos recuar até aos meus 5 anos. O que mentalmente até é uma viagem curta e fácil de fazer para mim. Fisicamente, sou capaz de ser mais sexy agora. Ou isso, ou vejo pior.
Bom estamos no infantário. Imaginem o pequeno (e não sexy) P.A com o seu bibe aos quadrados vermelhos de um lado para o outro, sossegado da sua vida, quando de repente começa a observar uma espécie de predador à sua volta - uma hormonal colega de turma.
Essa colega de turma pegava em mim, empurrava-me contra a parede, dizia que queria casar comigo e pior, tinha batom, muito batom naqueles lábios!
Como eu sofria ao sentir-me uma tela de Picasso cada vez que ela me apanhava sozinho. As primeiras vezes ainda fui apanhado e beijado/pintado de surpresa, mas depois lá conseguia fugir.

E assim era a minha rotina de infantário... um episódio calmo do LoveOnTop.

Agora vem a parte que me emociona particularmente.

Eu tinha uma almofada muito fofinha com uma vaquinha sorridente cosida. Levava-a para todo o lado. Era a minha almofada!
Numa ida à praia pelo infantário, verão, calor, o P.A levava-a na mesma claro. Então nesse dia, na praia, enquanto eu estava a brincar (longe da predadora claro) oiço uma voz a gritar o meu nome. Olho e juro-vos que nunca conseguirei apagar esta imagem da minha cabeça: 
A predadora tinha a minha almofada como refém! Estava a segurá-la e prestes a beijá-la com aqueles quilos de batom! Numa espécie de "é melhor vires cá senão é a almofada quem sofre".
Lembro-me de começar a correr na direcção dela e a gritar aquele célebre "Nãaaaaaaaooooo" com os braços e mãos bem esticadas, tudo em slow motion para ter mais carga emotiva.

Em vão...

Acabei eu, a almofada e a predadora, na areia, beijados, pintados, largados...

Fim?

Não!  Falta a parte do ser estúpido.

10 anos depois deste episódio, voltei a encontrá-la....

QUE DEUSA DIVINA MEU DEUS!!!

Obrigada, P.A!

Era Uma Vez... com a Mami

A rubrica Era Uma Vez está de volta, e desta vez a blogger convidada é a Mami, que vem partilhar uma história da sua infância. Caso ainda não conheçam o blog dela, passem por lá!

Obrigada Mami, pela tua participação!

 

 

sou a filha mais velha mas durante muito tempo fui filha única, neta única, sobrinha única…ufa que grande responsabilidade! – claro que na altura não pensava nisso, adorava ser o centro das atenções, ser a dona do mundo! - pelo menos do meu mundo.

tinha eu quase sete anos quando fui informada que iria ter uma irmã. fiquei mega feliz! alguém com quem brincar. as minhas expectativas eram grandes. mas com o passar do tempo fui percebendo que a dada altura só se falava da mana que vinha a caminho. já não me perguntavam pela escola ou pelas minhas brincadeiras, mas sim sobre a mana, o quarto da mana, o nome da mana.

quando a mana nasceu eu já estava farta da mana!

no dia em que fui conhecer a minha mana, o meu papá (meu herói) levou-me a comprar um brinquedo, para eu lhe oferecer – coitado! achava ele que eu ia gostar de oferecer uma coisa à mana, mal sabia ele! bem, lá compramos um peluche, nunca o esqueci, era um panda.

quando chegamos à maternidade, corri para abraçar a minha mamã – parecia que não a via há anos, e ainda ontem estivera com ela – cheia de saudade e carência.

a mamã perguntou: - o que que o papá tem na mão?

- é um panda. - disse eu. de forma desinteressada

- e para quem é? – insistiu a mamã

- para a mana. - respondi.

- queres conhecer a mana e dar-lhe o teu presente? – a mamã estava a tentar, coitada

- encolhi os ombros e respondi: - pode ser.

a mamã apontou para o berço, que não sei como, não tinha visto até a esse momento.

levantei-me arranquei o peluche das mãos do papá (que estava com um sorriso condescendente – daqueles sorrisos patéticos de quem finge que está tudo bem e tem esperança que assim seja).

dirigi-me ao berço, bastante alto para a minha altura, e arremessei o peluche lá para dentro, como quem joga os brinquedos para a caixa quando os está a arrumar.

não me lembro sequer de ter visto um bebé lá dentro!

as reações foram imediatas. as reprimendas. o condenar do meu comportamento, o quanto poderia ter magoado a mana…bla, bla, bla.

eu só queria a minha mamã e o meu papá e aquele ser, aquele intruso, que eu me negava a ver, só tinha vindo estragar tudo! ainda por cima não brincava nem nada!

ainda hoje ouço a minha mãe a contar esta história, sobretudo quando quer realçar o meu mau feitio.

hoje tenho uma excelente relação com a minha irmã, mas que confesso que só começou no final da minha adolescência! 

 

Era Uma Vez... com a Mãe dos PP's

Em terça feira de Carnaval, a rubrica Era Uma Vez volta à blogosfera! A convidada de hoje é a Mãe dos PP's, que usa o seu blog para contar as peripécias dos seus filhos. Hoje, os papeis invertem um pouco pois ela vai partilhar connosco as histórias mais engraçadas da sua infância.

 

Eu sempre fui uma Maria rapaz um tanto ou quanto rebelde. Só gostava de brincar com carrinhos, jogar á bola e andar de bicicleta.
Falando em bicicleta, certo dia os meus pais compraram me uma bicicleta muito bonita, era azul e branca e tinha um cestinho á frente que eu usava para pôr os meus carrinhos ou dar boleia a um peluche.
Tinha aprendido a andar muito recentemente, mas na minha cabeça eu já era uma mestra na coisa.
Um dia, depois de a minha mãe me dar banho e de me ter vestido com um fato de treino verde que me havia comprado na feira porque eu pedi muito, por ter tartarugas ninja, aqui a mãe dos PP´s decide pegar na bicicleta e tentar fazer cavalinhos e virar o volante de repente para a esquerda ou direita.
O meu pai que andava por ali dizia repetidas vezes: "não andes tão depressa e vira o volante com calma para não caires"
Foi então que fiz ouvidos surdos e decido ir andar de bicicleta para um lugar em que passava os esgotos, chamavam-lhe literalmente, "o canal da merda" e estava a descoberto.
Pois bem, aqui na minha inteligencia de garotinha, sempre que chegava perto desse canal virava o volante e voltava para trás até que a dada altura giro o volante de repente e pumba caio mesmo no canal dos esgotos.
Eu cheirava tão mal, mas tão mal que ainda hoje acho que sinto aquele pivete.
A minha mãe ralhou imenso e teve que me dar banho novamente e foi remédio santo para mim, que ainda hoje oiço com muita atenção os avisos e conselhos dos papás.
E aqui fica uma peripécia mal cheirosita da minha infância.

 

Muito bom! 

Era Uma Vez... com a Ana Rita

2017 começa bem aqui no blog, com o retorno da rubrica "Era Uma Vez", onde os bloggers convidados partilham peripécias suas de infância! 

A primeira convidada deste ano é a Ana Rita, dos blogs "Conversas, Café e Sorrisos", "We Fashion" e o mais recente projeto "Mães mais que [im]perfeitas".  Vamos ver o que ela tem para nos contar:

 

 

Era uma vez uma menina de 6 anos que sonhava com uma bicicleta cor de rosa com fitinhas no guiador e um cesto para levar as suas bonecas a passear.

Depois de muito insistir com os seus papás eles acederam ao pedido da menina e compraram a TAL bicicleta embrulhada cuidadosamente no Natal de 1993. A menina ficou felicíssima com a sua bicicleta que alem de tudo ainda tinha quatro rodinhas em vez de duas para facilitar a aprendizagem. Com muita paciência o pai da menina começou a ensiná-la a andar de bicicleta só que de cada vez que ele tentava tirar as rodinhas era um problema.

 

Mais propriamente uma peixeirada porque a menina punha-se a gritar desalmadamente a plenos pulmões no meio da rua como se o pobre homem a tivesse a tentar matar à bordoada.

Moral da história um, depois de uma infinidade de tentativas falhadas, gritarias e muita vergonha o pobre homem de seu nome "meu pai" mandou a menina, de seu nome Ana Rita à fava enquanto a ervilha não dá e a linda bicicleta cor de rosa com fitinhas no guiador, um cestinho branco para as bonecas e rodinha atrás foi encafuada na arrecadação como se de um qualquer vírus contagioso se tratasse e só saiu de lá para ser oferecida a uma qualquer criança que lhe desse o uso que a primeira dona - por ser uma piegas do pior - não deu!

Moral da história dois, a menina que adorava a sua bicicleta mas que berrava como se estivesse a ser esfolada viva cada vez que se montava nela NUNCA aprendeu a andar de bicicleta e por isso passou-lhe uma das melhores coisas da infância/adolescência ao lado - andar de bike com os fellow amigos.

 

E pronto foi assim que o meu pobre pai perdeu a paciência comigo (e olhem que ele tem a rodos)  e desistiu de me tentar ensinar a andar de bicicleta.

 

Obrigada Ana!