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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Era Uma Vez... com a Maria Vai Com Todos

A convidada desta semana, da rubrica "Era Uma Vez", vem falar-nos de uma das melhores coisas desta vida: dormir. É a Maria Vai Com Todos, do blog com o mesmo nome. No seu cantinho, ela fala sobre um pouco de tudo, mas confesso que os meus posts preferidos são as suas dicas para viajar (outro dos grandes prazeres da vida).
Ela aceitou o meu convite e hoje partilha connosco uma história da sua infância!
 
 
Era uma vez... uma miúda que tomava banho e adormecia
Sempre me fez muita confusão as pessoas com poucas memórias da infância! Eu que tenho uma memória vergonhosa, da infância, recordo-me de muitas coisas, inclusive de detalhes, como os cheiros, a roupa, brincadeiras e até o estado do tempo!É difícil escolher uma, porque fui uma menina muito feliz!  E muito refilona! Subi a muitas arvores, brinquei com Legos, caí em cima de urtigas, fiz teatro, esfolei o joelho até ver o osso, levei cães da rua para casa dos meus avós, caí de bicicleta, comi muitos bifes com batas fritas e aos domingos, tinha grandes lanches familiares, que me aqueciam o coração! Ainda aquecem!Talvez a história mais épica, foi de quando aos 7 anos parti os dentes. Sim, plural - e, claro, os dois da frente! A história é simples, caí do muro da escola (que hoje em dia tem um muro decente, graças a mim) e parti os dentes.Apesar de me ter gabado da minha memória prodigiosa, não me recordo de cair. Apenas me lembro de estar a chorar, epicamente, porque tinha partido os óculos e os óculos eram caros. Ainda hoje consigo ouvir a minha mãezinha a dizer “cuidado com os óculos, são caros!” E eram. E são. Óculos de gente míope, a roçar o fundo de garrafa, são caros.Recordo-me da minha mãe chegar à escola e eu, inconsolável, chorava por causa dos óculos.Na altura, os meus colegas acusaram um outro miúdo, que foi chorar a sua inocência junto da senhora-minha-mãe. Recordo-me também das funcionárias e dos professores, à volta da minha mãe, com “mil desculpas, minha senhora, não sabemos como isto aconteceu”! Um ai-Jesus! A minha mãe ria-se e ainda hoje conta que eu caí, porque adormeci. Segunda ela, naquele dia, excepcionalmente, ela tinha-me dado banho de manhã.Se um dia forem lá a casa, a minha mãe vai-vos contar esta história e mostrar fotos minhas com os dentes partidos! Ao coro, irá juntar-se a minha avó, que irá contar sobre quando ela foi dar comigo, a dormir, no fundo das escadas (3 degraus - não se enervem), porque ela me tinha sentado na entrada, depois de me dar banho. A verdade, é que ainda hoje tomo banho e vou para a cama. O banho amolece-me o corpo, dá-me soninho! Muito obrigada pelo convite Miss Unicórnio e um beijinho!

 

Obrigada eu, Maria!

Era Uma Vez... com a Mariana

Esta semana, a convidada da rubrica "Era Uma Vez..." é a querida Mariana, do blog "De costas pr'ó mar". Caso ainda não a conheçam, dêem um pulo pelo cantinho dela, onde fala sobre um pouco de tudo.

Sem mais demoras, vamos ver o que a Mariana tem para nos contar:

 

Tenho por hábito verificar o email várias vezes ao dia. E qual não é o meu espanto, quando vejo um email da querida Miss Unicorn! Fiquei muito entusiasmada quando me convidou para participar na sua rubrica que gosto tanto de ler. E, sendo o objetivo dela contar-vos uma história da nossa infância, nada melhor do que a primeira vez que fomos acampar, devia eu ter 5 anos.

Saímos de casa às 9h, para evitar apanhar as longas filas de trânsito tão características da mudança de quinzena. Não aconteceu. Apanhámos um aparatoso acidente na autoestrada que condicionou o trânsito por completo, com Km’s de carros parados. Conclusão: chegámos ao parque de campismo de Armação de Pêra às 17h. Ainda bem que era pequena e não me lembro da seca que devo ter apanhado, livra.

Chegados ao alvéolo onde iríamos montar o nosso pequeno barraco, começou toda a comédia. Primeiro, ninguém sabia montar a tenda, aquelas cheias de ferros para um lado, que depois cruzam em cima, e ainda têm que dar meia volta para martelar no chão. Não havia cá botões milagrosos, nem tendas que se abrem sozinhas. Por isso, devem ter demorado sensivelmente 1h a montar a dita pensão com 2 quartos.

Estava então na altura de arrumar toda a tralha que se tinha trazido: louças, roupas e produtos de higiene, colchões, sacos-cama, comida, televisão e playstation (sim, o meu querido irmão teve que levar a televisão da cozinha para poder estar a jogar dentro de uma tenda com 40º lá dentro). E, como eu não tinha nada mais interessante para fazer, decidi pegar numa mini-vassoura e numa mini-pá e comecei a limpar o espaço. Não a tenda, o espaço exterior, o espaço que estava cheio de terra, de folhas e de coisas que não são apreciadas dentro daquilo que seria a nossa casa durante 15 dias. O pior é que estava uma ligeira ventania. E, alguém foi o salvador da pátria e me tirou aquilo das mãos. Bem dito sejas.

Num outro dia de manhã, acordámos e descobrimos que o meu irmão tinha andado à porrada com uma árvore. Estava escuro, ele não tinha posto os óculos e pimba. A árvore só se defendeu do ataque. Ou ainda no dia mais quente, o carro estava à sombra e assinalava 50º (isto já não é memória minha, infelizmente).

Foi uma semana muito intensa, as memórias são vagas, mas sei que gostei tanto daquilo que este ano voltei ao mesmo parque de campismo. Já não foi para uma tenda, mas o sentimento foi o mesmo. Porque para mim, o verão é um amor para a vida toda.

Beijinhos **

 

Obrigada, Mariana!

Era Uma Vez... com o Triptofano

Hoje é terça feira, e como não podia faltar, a rubrica "Era Uma Vez" está de volta. O convidado nosso de hoje é o Triptofano, que traz uma história com muita... Graça

Caso ainda não conheçam o blog, aconselho a passarem lá. Tenho a certeza que não se vão arrepender! E sem mais demoras, fiquem com a peripécia de hoje:

 

Primeiro que tudo tenho de agradecer à Miss Unicorn o ter-me convidado para participar na sua rubrica. Confesso que inicialmente foi difícil lembrar-me de um episódio marcante da minha infância visto que considero ter sido assim uma criança sossegada, basicamente um anjinho. Perguntam vocês o que é que aconteceu a certa altura da minha existência para ter tudo descambado? Pois nem eu sei…

Antes de começar com a história propriamente dita queria mostrar-vos o Triptofano em pequeno.

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Digam lá se não era uma delícia de criança? Um ar amoroso, ali a colocar a mãozinha na mamoca da estátua! Ai inocência! Aposto que o senhor meu pai ficou deliciado com tal gesto, que estava ali um filho machão orgulho dos seus olhos. Pois que não, provavelmente terei ficado desiludido com uma mamoca tão fria e pronto resolvi seguir um caminho diametralmente oposto. Mas tenho a dizer que o meu pai continua a ter orgulho em mim!

Mas passemos à história propriamente dita. Era o último dia de aulas, deveria eu estar no segundo ou no terceiro ano de escolaridade, e toda a gente estava dentro do pavilhão a fazer sabe-se lá o quê – pais, professores e alunos.

Toda a gente menos eu e o meu melhor amigo da altura, o Alex, que estávamos a brincar na caixa de areia; onde costumávamos imaginar que éramos grilos mutantes do espaço empoleirando-nos nas construções de ferro e onde eu mais que uma vez deixei cair a minha sandes do lanche e mesmo assim comi-a, o que levou a um desgaste mais rápido dos meus molares (maldita areia!).

Por alguma razão que eu desconheço, a certa parte da brincadeira, o Alex começou a bater mal da pinha. Estava ele em cima do escorrega e eu quase no topo do mesmo, a querer subir para me colocar em segurança, quando ele me começa a tirar os dedos para eu cair (que rico amigo!).

Tirava-me uma mão eu ficava agarrado com a outra, quando passava para a segunda mão eu voltava a agarrar-me com a primeira, e estivemos naquilo uns bons dez minutos, com ele sadicamente a tentar atirar-me do escorrega abaixo, e eu, sem achar piada nenhuma àquilo, a desenvolver a minha famosa técnica lapa e evitando partir-me todo, visto que a quantidade de areia na base das escadas era tão pouca que dava para ver a placa de cimento.

Ora a certa altura aparece a Graça. A Graça era a nossa colega luso-alemã, que falava assim com um sotaque engraçado e que coitada sofreu anos com a hilariante piada “Onde é que está a Graça? Em cima do telhado!” Naquela altura eu era a paixoneta da Graça, mas a Graça não era de todo a minha paixoneta; e quando ela viu que eu estava em apuros começou a gritar com a sua voz fininha “Alex, pára, Alex, pára já!!!!”, enquanto se bamboleava na nossa direcção- é que pronto a Graça não tinha propriamente as medidas da Cláudia Schiffer, era um bocadinho (de nada) mais roliça.

O Alex não ligou nenhuma à Graça e continuou a tentar atirar-me do escorrega. E eu a tentar segurar-me. Até que me fartei. Lembro-me perfeitamente de pensar que já não dava mais, larguei a mão que no momento ainda me segurava, olhei para o infinito e preparei-me para partir meia dúzia de ossos.

Ainda hoje me lembro do impacto. E de dizer para mim mesmo que a areia era muito mais fofinha do que eu alguma vez imaginara. Não me tinha magoado nem um bocadinho. Só depois dei conta que tinha literalmente esborrachado a Graça, que, aflita por me ver em apuros, tinha ido sem eu notar para a base das escadas do escorrega!

Tal aparato chamou a atenção de pais e professores e colegas que vieram a correr ver o sucedido. A Graça foi levada para o hospital, o Alex raspou-se de fininho, e eu fiquei ali, no meio de toda aquela gente, a pensar que se calhar devia dar uma oportunidade ao amor da Graça. Afinal ela tinha-me salvo.

 

Obrigada, Triptofano!

Era Uma Vez... com a Gorduchita

Apesar da pausa de verão que a rubrica "Era Uma Vez" fez, o calor ainda não acabou por aqui. É por isso que hoje, a Gorduchita do blog "A Vida da Gorduchita" nos vem contar uma peripécia da sua infância, passada na praia.

Passem pelo blog dela e vejam o que ela tem para contar por aqui!

 

Num dia de verão, há muitos muitos anos atrás, era eu miúda, estava eu toda contente no mar a tomar uma bela banhoca, quando olho para a minha mãe no areal e me parece que ela me acenou.
Pergunto (aos berros, que ela ainda estava longe): Que foi?
Ela (berrando também): Nada! 
Eu: QUÊ?
Ela (agitando os braços): Nada!
Eu: Nado?
Ela (continuando a agitar os braços, parecendo o movimento de bruços): NADA!
 
E eu, nadei, bruços, claro!
Quando regresso à toalha, perguntei-lhe: Por que querias que nadasse?
Ela, rindo-se: Eu não queria nada. Tu é que começaste a fazer perguntas e eu respondi: nada (de "coisa nenhuma")!
 
Achei que a minha mãe queria que eu demonstrasse a minha veia nadadora (sim, sempre gostei de nadar). Mas fiz foi uma bela figura de ursa!! Vale que a praia estava quase vazia!

Era Uma Vez... com a Hipster Chique

A nossa convidada de hoje é a Raquel, do blog "A Hipster Chique". Caso não conheçam, o blog dela aborda vários tópicos, com algum humor à mistura, e ela está também a escrever uma série chamada "O Sítio".

Ela aceitou o convite e veio contar-nos um pouco da sua infância. Aqui está o testemunho da Raquel:

 

Quero agradecer à Miss Unicorn por me ter convidado para escrever nesta rubrica, que considero bastante divertida.

E agora que já agradeci, vamos então entrar nos traumas da minha infância. A história vai ser divida por alguns dos momentos mais traumáticos que vivi...

Era uma vez...

Uma menina pequenina, de cabelos louros, pele clara e olhos azuis que apenas queria brincar com o seu fato de fada e com as bonecas de madeira, até que um dia chegou uma bola à sua vida. A partir desse dia as bonecas serviam para postes da baliza e o fato da fada provavelmente foi queimado ou enterrado porque a minha mãe já não a podia ver com ele.

Com a bola, veio o futebol e com o futebol, veio a decisão de ser do Benfica e com isso veio a necessidade de gritar ao mundo que era do vermelho. Tudo corria bem até que a madrinha da pequena resolveu dar-lhe uma bola, azul do Porto.

A bola serviu o seu propósito e nunca mais ninguém a viu!

A mesma menina tinha por vezes comportamentos estranhos e nem sempre agia de acordo com a normalidade. Talvez porque a sua mãe via com bons olhos uma criança de 5 anos comer cebolas cruas com casca. Mesmo assim a menina cresceu saudável, não gosta de cebola e só caiu 9 vezes da mesma árvore a apanhar cerejas antes de desistir completamente de o fazer ou porque talvez se tenha esquecido do que estava a fazer.

A vida corria, tempo não esperava e após muitas farinhas de pau dadas de forma negligenciada a menina queria ser veterinária aos 7 anos. Se ao menos houvesse quem a tivesse apoiado...

A menina passou vários anos a tirar animais da rua e escondê-los numa garagem abandonada nas traseiras da sua casa. Alimentava-os e trocava os livros da escola que iam na mala por animais, para que estes fossem levados LEGALMENTE para aquela garagem.

Sabem o que aconteceu? A menina foi apanhada e teve de devolver alguns animais que afinal não eram abandonados e apenas pertenciam aos donos dos jardins das casas de onde a menina os tinha tirado. Na óptica dela, os animais estavam tristes porque ninguém brincava com eles.

Mas ninguém a entendeu, foi castigada e levou com uma tampa de um tacho no lombo.

De final feliz não reza a história desta menina porque em adulta o comportamento continua questionável. Mas para o bem da história...

E todos viveram felizes para sempre.

A Hipster Chique

 

Obrigada, Raquel!

Era Uma Vez... com a C.S

Na rubrica Era Uma Vez, os bloggers convidados recordam e partilham algumas peripécias das suas infâncias. A convidada de hoje é a C.S, do blog Há Mar Em Mim. Caso ainda não a conheçam, passem pelo blog, onde ela fala sobre um pouco de tudo. Hoje veio contar o episódio que levou à fobia de um certo tipo de animal.

 

Miss Unicorn, obrigada pelo teu convite, fiquei muito contente quando o recebi, até porque ele implica que voltemos a um dos momentos mais marcantes das nossas vidas: a infância.

Era uma vez… a pequena C.S., teria entre os dois a três anos e era uma menina curiosa, (característica que mantem até aos dias de hoje), de caracóis loiros e um mundo por descobrir. Vivia no Alentejo e os seus pais levavam-na muitas vezes a passear ao campo.

Num belo dia de primavera, a família estava num dos seus piqueniques campestres quando o pai da menina se levanta num ápice e vai a correr atrás de qualquer coisa, a pequena C.S. vai também, pois a sua curiosidade aguçada a isso a impelia.

A dada altura, “a coisa” que o pai da menina e também o tio, que se havia juntado à festa, perseguiam entrou para um buraco, que nada mais era que uma manilha de cimento abandonada, e a pequena C.S. não fez mais nada, foi colocar-se no extremo oposto, de cabeça baixa entre as pernas a espreitar, tentando compreender do que se trataria “a coisa”.

(Façamos aqui uma pausa na história. Têm de compreender que com a adrenalina do momento o meu pai não se tinha apercebido que eu também estava a fazer parte daquela aventura e, por sua vez, a minha mãe estava descansada porque eu tinha ido com o meu pai. Não se esqueçam que estamos a falar de um tempo que remonta há 28 anos atrás, em que os pais também eram mais “chill out” em relação aos filhos. Esclarecido isto, prossigamos a narrativa…)

A partir deste momento aconteceu tudo muito rápido e “a coisa”, sentindo-se perseguida, fugiu pela manilha adentro, tentando escapar para a única saída possível: a abertura por onde a pequena C.S. espreitava. “A coisa” passa-lhe pelo meio das pernas a alta velocidade e a C.S. apanhou um dos maiores sustos da sua vida, pois viu um lagarto com cerca de dois palmos de comprimento passar por si e como nunca havia visto nada igual e a tamanha velocidade começou a chorar a plenos pulmões e a correr em direção à mãe, desesperada.

Não caiu, não se magoou, apenas se assustou e ganhou um medo para a vida a tudo aquilo que seja bicho rastejante. O pai da menina lá a apanhou e consolou, tentando explicar que não se tratava de nada mau. Mas em vão. Até hoje a C.S. teme este tipo de animais.

(Não me perguntem porque raio o meu pai e o meu tio queriam apanhar o pobre bicho, não faço ideia, mas isso também não interessa. O que interessa é o trauma com o qual eu fiquei. Ahahahahah…)

 

Obrigada C.S!

Era Uma Vez... com a Joana

É terça feira, o que significa que é dia da rubrica Era Uma Vez! A convidada de hoje é a Joana, do blog "O Mundo aos Olhos da Joana". Caso ainda não conheçam o blog passem por lá, a Joana usa o humor para falar de vários temas. E sem mais demoras, vamos ver qual é a peripécia de infância que ela escolheu para nos contar:

 

Bem o que se segue é uma peripécia minha de criança que a minha mãe conta imensas vezes, eu tinha 2/3 anos por isso não me recordo, mas ela fez o favor de contar.
Quando era miúda adorava deitar-me atrás no carro, mas em vez de me deitar no banco de trás deitava-me no tampo da mala. A situação só por si já é estranha, mas os meu país, como era sossegada e muitas vezes adormecia (ainda hoje adormeço com facilidade no carro), lá me deixavam estar descansada. Até que um dia eles repararam que os carros que passavam por eles buziavam e riam... Os meus pais não percebiam porquê até que repararam que eu estava super animada a fazer manguitos/piretes/mostrar o dedo do meio aos carros que iam atrás do nosso. Dizem que para além de eu estar animada ria imenso.
Na altura não sabiam se haviam se rir ou se me ralhavam...hoje riem-se da situação 😉

E pronto esta é a minha perícia espero que gostem e agradeço, mais uma vez, o convite.

 

Obrigada eu, Joana!

Era Uma Vez... com a Miss Queer

A convidada de hoje é a outra Miss aqui do bairro, a Miss Queer, do blog Dez Segundos, que aceitou o meu convite para partilhar uma história da sua infância connosco. Sem mais demoras, aqui está o que a Miss tem para nós:

Então, então, muito obrigada pelo convite, Miss Unicorn! E bom dia a todos!

Estão preparados para embarcar nesta aventura que foi a minha infância?

Devo dizer-vos que, ao contrário do que acontece agora, em criança tinha muita facilidade em adormecer. Ia ao café com a minha mãe e com uma amiga, adormecia (inclusivamente em pé, encostada ao balcão). Estávamos numa reunião familiar, eu adormecia. Quem me dera ainda ser assim.

Mas, como todos (ou quase todos) sabem, em determinada altura da minha vida, percebi que sou lésbica. Mas nem sempre foi assim. Ao contrário do que digo… eu tive um namorado.

O Fábio vivia na minha rua, os nossos pais (e os avós dele) eram muito amigos, conhecemo-nos desde que eu nasci – isto porque ele é mais velho – e ainda andámos juntos no infantário durante um ano – o meu primeiro e o segundo dele.

Passávamos os dias juntos, quer no infantário quer quando íamos para casa. No batizado da boneca, há fotografias nossas, de mãos dadas, a fazer de pais da boneca, todos fofinhos.

Porém, certo dia, chego a casa e a minha mãe informou-me que o Fábio lá iria com a avó. A campainha tocou e eu desapareci.

Correram a casa à minha procura e não me encontraram. A minha mãe deu-lhes conversa, para ver se eu aparecia e nada. O Fábio continuou à minha procura e não me encontrou. Desistiram. A minha mãe pediu desculpa, seriamente preocupada (e envergonhada), e eles foram embora.

Ele deve ter feito alguma coisa nesse dia e eu não gostei, mas não me lembro o quê. Provavelmente defendeu-me de alguém e eu fiquei com medo dele… Ao ouvir a campainha tocar, escondi-me debaixo da cama e adormeci. Depois de eles se irem embora, a minha mãe lá se lembrou de me procurar naquele sítio tão óbvio e encontrou-me. Acordou-me e perguntou-me o motivo da minha atitude, disse que o Fábio tinha ido embora muito triste. Expliquei que estava com medo dele, que ele era mau. E a minha mãe, mesmo sem compreender, aceitou (entre muito riso). Mas foi contar à avó do Fábio! Fui gozada por estar a dormir debaixo da cama!

O pior… É que nós continuamos amigos. E ele faz questão de me relembrar esta história!

Há poucos anos, fui ter com uma amiga a um quartel (ela é do exército). Qual não é a minha surpresa quando aparece o Fábio e solta um grito «olha a rapariga que adormeceu debaixo da cama!». Imaginam a minha cara?

Uma coisa é certa… Nunca mais me escondi de ninguém debaixo da cama!

 

Muito bom! Obrigada pela tua participação, Miss 

Era Uma Vez... com a Marta

Cada vez está mais calor, e hoje falamos de praia, para deixar toda a gente a pensar em férias! Esta semana temos a Marta do blog "Marta- O Meu Canto" aqui na rubrica Era Uma Vez. Ela aceitou o meu convite para vir partilhar connosco uma peripécia da sua infância:

 

Todos os anos, o mês de Agosto era reservado para irmos à praia. Eu e o meu pai, porque a minha mãe nessa altura já não ligava muito. 

Na Ericeira, na praia a que íamos, quando estava maré vazia, havia várias rochas com poças pelo meio, onde encontrávamos peixinhos pequenos.

Certo ano (eu devia ter aí os meus 8/9 anos), o meu pai arranjou-me uma rede, para eu poder apanhar os peixinhos. E eu, muito feliz, lá andava no meio das rochas, a pescar e a colocar os peixinhos no balde!

No final do dia, mesmo indo de autocarro, meti na cabeça que havia de levar os peixinhos para casa. E lá foi o balde com água do mar, com os peixinhos lá dentro, com muito cuidado, naqueles 20 minutos de viagem.

Chegada a casa, coloquei o balde no quintal, orgulhosa do meu feito.

De repente, do nada, os peixinhos começam a saltar-me do balde e a cair no chão, e eu aflita a tentar pô-los dentro de água, e eles a saltarem de novo, até que acabaram todos mortos.

Fiquei desolada, e nunca mais apanhei peixinhos na vida!

Depois disso, só mexilhão, mas para servirem de refeição!

 

Obrigada, Marta!

Era Uma Vez... com o P.A

O convidado de hoje para a rubrica "Era Uma Vez" é o P.A, do blog "A minha namorada apanhou o bouquet". Caso ainda não conheçam, o blog do P.A aborda vários temas, sempre com humor. Hoje ele veio dar um pulo a este lado da blogosfera e partilhar connosco uma peripécia da sua infância:

 

Obrigado pelo convite Miss Unicorn =) 

Bem... parece que é graças a ti que vão ficar a perceber o porquê do motivo do P.A ser como é.
Estúpido.
Vamos recuar até aos meus 5 anos. O que mentalmente até é uma viagem curta e fácil de fazer para mim. Fisicamente, sou capaz de ser mais sexy agora. Ou isso, ou vejo pior.
Bom estamos no infantário. Imaginem o pequeno (e não sexy) P.A com o seu bibe aos quadrados vermelhos de um lado para o outro, sossegado da sua vida, quando de repente começa a observar uma espécie de predador à sua volta - uma hormonal colega de turma.
Essa colega de turma pegava em mim, empurrava-me contra a parede, dizia que queria casar comigo e pior, tinha batom, muito batom naqueles lábios!
Como eu sofria ao sentir-me uma tela de Picasso cada vez que ela me apanhava sozinho. As primeiras vezes ainda fui apanhado e beijado/pintado de surpresa, mas depois lá conseguia fugir.

E assim era a minha rotina de infantário... um episódio calmo do LoveOnTop.

Agora vem a parte que me emociona particularmente.

Eu tinha uma almofada muito fofinha com uma vaquinha sorridente cosida. Levava-a para todo o lado. Era a minha almofada!
Numa ida à praia pelo infantário, verão, calor, o P.A levava-a na mesma claro. Então nesse dia, na praia, enquanto eu estava a brincar (longe da predadora claro) oiço uma voz a gritar o meu nome. Olho e juro-vos que nunca conseguirei apagar esta imagem da minha cabeça: 
A predadora tinha a minha almofada como refém! Estava a segurá-la e prestes a beijá-la com aqueles quilos de batom! Numa espécie de "é melhor vires cá senão é a almofada quem sofre".
Lembro-me de começar a correr na direcção dela e a gritar aquele célebre "Nãaaaaaaaooooo" com os braços e mãos bem esticadas, tudo em slow motion para ter mais carga emotiva.

Em vão...

Acabei eu, a almofada e a predadora, na areia, beijados, pintados, largados...

Fim?

Não!  Falta a parte do ser estúpido.

10 anos depois deste episódio, voltei a encontrá-la....

QUE DEUSA DIVINA MEU DEUS!!!

Obrigada, P.A!