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Miss Unicorn

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.

Miss Unicorn

13
Fev18

Era Uma Vez... com a FatiaMor

Estamos habituados a ler as peripécias dos filhos mas, desta vez, os papeis inverteram-se! A FatiaMor, do blog "A Vida às Fatias" aceitou o meu convite para partilhar as suas histórias mais engraçadas de infância. Vejam o que ela tem para nos contar:


Todos os dias escrevo sobre as pérolas dos meus filhotes. As crianças têm o condão de nos emocionar, pôr a rir e desesperar em 5 minutos. E eu, apesar ter sido sempre uma criança calma e bem comportada, também tive os meus momentos. Por isso, acho que devo fazer jus aos meus filhos, que tantas gargalhadas têm oferecido à malta, vou contar-vos dos momentos em que eu, FatiaMor, era uma fatiazinha e envergonhei a avó Fatias à grande e à francesa!

Apesar de ter vivido quase toda a minha vida aqui no sul do país, a verdade é que os primeiros algarvios são os meus filhos. Nós viemos para cá, ainda não tinha três anos, e envolveu uma grande mudança familiar, com compra de casa incluída.

Nessa compra de casa, ao que parece, existiram vários encontros com a dona da casa. E parece, também, que a dita senhora trazia sempre o mesmo casaco. 

Ora bem, num dos últimos encontros, já depois de a venda estar acordada, estaríamos todos reunidos quando eu - educadinha que só visto - terei pedido para falar.

Diria eu, que quando uma criança pede para falar é quase certo que vai sair asneira. Porém, como eu era uma criança certinha, ninguém desconfiou de nada.

Assim que todos se calaram e me deram a palavra, dirigi-me à antiga dona da casa e perguntei-lhe: "só tem um casaco? é que anda sempre com o mesmo!"

Eu quero acreditar que aos 3 anos de idade não me expressava assim tão bem, mas toda a gente jura a pé juntos que não me troquei em nenhuma palavra e a mensagem foi bem compreendida. A senhora ter-se-á feito da cor do tomate maduro e tentou desviar o assunto de forma airosa, enquanto a minha mãe se engasgava de surpreendida e os meus avós controlavam o riso. 

Mas não me fiquei por aqui.

Passaram-se uns anos. E já mais crescida e ajuizada, dir-se-ia que deveria ter discernimento para perceber quando deveria usar uma mentira branca. Mas, como os meus avós me andavam sempre a dizer que não se devia mentir (e não se deve, na verdade), estava propensa a levar isso demasiado à letra.

Ora, a dita casa tinha um intercomunicador para podermos falar com quem tocava à campainha, sem imagem, é claro, que estavamos nos anos 80! Portanto, como a minha mãe suspeitava que uma amiga iria tocar, para lhe dizer para ir beber um café e ela não estava na disposição de ir, disse-me que, se tocassem à campainha, para dizer que ela não estava (bons tempos esses, em que desaparecíamos se estivéssemos em casa e ninguém dava por nada!).

Tal como previsto, toca a campainha e lá vou eu, toda lampeira.

"Sim, ah senhora X, sim sim, a minha mãe mandou dizer que não estava".

Vejo a minha mãe a correr, desesperada pelo corredor, a tirar-me o intercomunicador das mãos e a dizer que era apenas uma brincadeira.

Nesse dia, aprendi a diferença entre literal e figurativo! E ainda hoje, em noites de festa familiar, esta história vem à baila para nos rirmos um bom bocado!

 

E pronto, era uma vez quando eu era uma Fatia pequena e com uns momentos traquinas!

 

02
Jan18

Era Uma Vez... com a Sofia

A primeira convidada do ano da rubrica "Era Uma Vez..." é a Sofia. Ela escreve no blog "The Diary Of A Teenager", onde partilha vários capítulos da sua vida como adolescente, muitos deles relacionados com moda e beleza (mas não só!). 

Hoje vem partilhar connosco uma história sobre a época mais mágica do ano, que tem um brilho especial quando se é criança: o natal.

Obrigada, Sofia!

Já que estamos na altura do Natal pensei em contar-vos uma história relacionada com esta época que marcou a minha infância.

Toda a gente já ouviu falar no velho das barbas brancas e quando éramos crianças ficávamos radiantes com a chegada dele. Normalmente, logo no dia 1 de dezembro eu escrevia uma longa carta e até ao dia 24 ficava sempre com aquela ansiedade “Será que ele já leu a minha carta?”.

Já devem estar a imaginar, na véspera de Natal ninguém me calava! Eu passava o meu dia a olhar para o relógio, porque queria que chegasse à meia noite o mais rápido possível. Infelizmente, as horas demoravam a passar e o Pai Natal nunca mais chegava. Mesmo durante a refeição eu estava em pulgas e, no final, revirava a casa de cima a baixo só para ver se as prendas já estavam algures no quarto ou assim (sim, as minhas prendas apareciam sempre num dos quartos e uma vez até na varanda).

Normalmente uns minutinhos antes da meia noite, as prendas apareciam misteriosamente em cima da minha cama e a janela estava um bocadinho aberta. A minha reação era mesmo muito engraçada, eu começava a chorar e a gritar! Descia as escadas a correr e começava a abrir os presentes e ainda chorava mais um bocadinho por ser aquilo que tinha pedido. Sim, a minha inocência era mesmo querida eheh :)

E bem, esta é a história que marca a minha infância! A história de uma menina que, tal como todas as outras crianças, ficava histérica com a chegada do Pai Natal.

12
Dez17

Era Uma Vez... com o Pedro

O Pedro, do blog "A Minha Caixa de Música", é o convidado de hoje na rubrica "Era Uma Vez". Se gostarem tanto de música como eu, recomendo passarem pelo cantinho dele, onde partilha vários géneros de música, para todos os gostos. Hoje, ele traz-nos não uma, mas sim duas peripécias da sua infância:

Uma das memórias mais longínquas que guardo da minha infância foi o nascimento do meu irmão! Morávamos num prédio digamos que geminado, na Rua de São Bento, com quintais comuns nas caves. Para ir para casa dos meus avós maternos só tinhamos de atravessar os quintais, sem ter de sair para a rua. Ora a minha primeira reacção quando a minha mãe chegou a casa com o meu irmão, vinda da maternidade do Hospital da Estefânia, foi muito intempestiva. Corri para casa dos meus avós e, com todas letras, gritando bem alto, disse exactamente isto: "Levem esta merda daqui!!!" Eu não era nada ciumento, e não suportava ver a minha mãe com outra criança ao colo... 

Desde muito cedo, talvez desde os 3 ou 4 anos, fui habituado a estar várias semanas longe dos meus pais, e a passar esse tempo na terra dos meus avós maternos - a aldeia das "duas letras" em Ul, Oliveira de Azeméis. Os meus avós costumavam lá passar os três meses de Verão e, durante o resto do ano, iam lá várias vezes, e quase sempre eu ia com eles. Ora, eu era doido por brinquedos, em especial por carros - como quase todos os rapazes daquela altura. Numa das idas à Feira de Espinho - ainda hoje Espinho é, para mim, uma das cidades de que mais gosto! - fiz uma birra daquelas para que a minha avó me comprasse um carro! E como ela não me satisfez o desejo, lá fui eu fazer das minhas diabruras! Passei por um miúdo que tinha um táxi miniatura, mesmo aquilo que eu queria, e sem qualquer tipo de vergonha na cara tirei-lhe o carro da mão... e lá vinha eu todo contente, com o táxi, aproveitando uma distracção dos meus avós. Mas o miúdo não se ficou e, obviamente, veio reclamar o seu pertence! Escusado será dizer que levei umas valentes palmadas no rabo, e aquela traquinice ficou-me de recordação para a vida toda!

E para terminar, não podia deixar de referir a minha embirração por bacalhau cozido - ainda hoje detesto bacalhau cozido. Como bacalhau de todas as maneiras e feitios, menos cozido!  Um belo dia, tinha uns 7 a 8 anos, e a minha mãe resolveu fazer bacalhau com grão! Na época já morava no rés-do-chão do mesmo prédio onde eu residia quando nasceu o meu irmão. Fui até casa da minha avó materna e o almoço dela era... grão com bacalhau! Dois prédios acima morava a minha avó paterna, e o almoço dela era... grão com bacalhau! Estou tramado, pensei eu! Mas não... a minha avó lembrou-se que tinha descongelado um bife para o seu jantar, e lá me fez um belo bife com batatas fritas. Desta vez escapei! Mas não escapei ao maldito bacalhau cozido, anos mais tarde, já a entrar na adolescência, em casa dos meus tios, onde tinha ido passar um fim-de-semana com as minhas primas e irmão. E ao almoço daquele sábado todos comemos... caras de bacalhau! A minha tia nunca fazia duas comidas diferentes!  E dizia sempre: sem provares não podes dizer que não gostas! E eu provei, comi - tive de comer! - e ainda hoje detesto bacalhau cozido! Mesmo na consoada do Natal nem lhe toco... como sempre um pargo cozido! 

 

Obrigada, Pedro!

22
Nov17

Era Uma Vez... com a Maria Vai Com Todos

A convidada desta semana, da rubrica "Era Uma Vez", vem falar-nos de uma das melhores coisas desta vida: dormir. É a Maria Vai Com Todos, do blog com o mesmo nome. No seu cantinho, ela fala sobre um pouco de tudo, mas confesso que os meus posts preferidos são as suas dicas para viajar (outro dos grandes prazeres da vida).
Ela aceitou o meu convite e hoje partilha connosco uma história da sua infância!
 
 
Era uma vez... uma miúda que tomava banho e adormecia
Sempre me fez muita confusão as pessoas com poucas memórias da infância! Eu que tenho uma memória vergonhosa, da infância, recordo-me de muitas coisas, inclusive de detalhes, como os cheiros, a roupa, brincadeiras e até o estado do tempo!É difícil escolher uma, porque fui uma menina muito feliz!  E muito refilona! Subi a muitas arvores, brinquei com Legos, caí em cima de urtigas, fiz teatro, esfolei o joelho até ver o osso, levei cães da rua para casa dos meus avós, caí de bicicleta, comi muitos bifes com batas fritas e aos domingos, tinha grandes lanches familiares, que me aqueciam o coração! Ainda aquecem!Talvez a história mais épica, foi de quando aos 7 anos parti os dentes. Sim, plural - e, claro, os dois da frente! A história é simples, caí do muro da escola (que hoje em dia tem um muro decente, graças a mim) e parti os dentes.Apesar de me ter gabado da minha memória prodigiosa, não me recordo de cair. Apenas me lembro de estar a chorar, epicamente, porque tinha partido os óculos e os óculos eram caros. Ainda hoje consigo ouvir a minha mãezinha a dizer “cuidado com os óculos, são caros!” E eram. E são. Óculos de gente míope, a roçar o fundo de garrafa, são caros.Recordo-me da minha mãe chegar à escola e eu, inconsolável, chorava por causa dos óculos.Na altura, os meus colegas acusaram um outro miúdo, que foi chorar a sua inocência junto da senhora-minha-mãe. Recordo-me também das funcionárias e dos professores, à volta da minha mãe, com “mil desculpas, minha senhora, não sabemos como isto aconteceu”! Um ai-Jesus! A minha mãe ria-se e ainda hoje conta que eu caí, porque adormeci. Segunda ela, naquele dia, excepcionalmente, ela tinha-me dado banho de manhã.Se um dia forem lá a casa, a minha mãe vai-vos contar esta história e mostrar fotos minhas com os dentes partidos! Ao coro, irá juntar-se a minha avó, que irá contar sobre quando ela foi dar comigo, a dormir, no fundo das escadas (3 degraus - não se enervem), porque ela me tinha sentado na entrada, depois de me dar banho. A verdade, é que ainda hoje tomo banho e vou para a cama. O banho amolece-me o corpo, dá-me soninho! Muito obrigada pelo convite Miss Unicórnio e um beijinho!

 

Obrigada eu, Maria!

14
Nov17

Era Uma Vez... com a Mariana

Esta semana, a convidada da rubrica "Era Uma Vez..." é a querida Mariana, do blog "De costas pr'ó mar". Caso ainda não a conheçam, dêem um pulo pelo cantinho dela, onde fala sobre um pouco de tudo.

Sem mais demoras, vamos ver o que a Mariana tem para nos contar:

 

Tenho por hábito verificar o email várias vezes ao dia. E qual não é o meu espanto, quando vejo um email da querida Miss Unicorn! Fiquei muito entusiasmada quando me convidou para participar na sua rubrica que gosto tanto de ler. E, sendo o objetivo dela contar-vos uma história da nossa infância, nada melhor do que a primeira vez que fomos acampar, devia eu ter 5 anos.

Saímos de casa às 9h, para evitar apanhar as longas filas de trânsito tão características da mudança de quinzena. Não aconteceu. Apanhámos um aparatoso acidente na autoestrada que condicionou o trânsito por completo, com Km’s de carros parados. Conclusão: chegámos ao parque de campismo de Armação de Pêra às 17h. Ainda bem que era pequena e não me lembro da seca que devo ter apanhado, livra.

Chegados ao alvéolo onde iríamos montar o nosso pequeno barraco, começou toda a comédia. Primeiro, ninguém sabia montar a tenda, aquelas cheias de ferros para um lado, que depois cruzam em cima, e ainda têm que dar meia volta para martelar no chão. Não havia cá botões milagrosos, nem tendas que se abrem sozinhas. Por isso, devem ter demorado sensivelmente 1h a montar a dita pensão com 2 quartos.

Estava então na altura de arrumar toda a tralha que se tinha trazido: louças, roupas e produtos de higiene, colchões, sacos-cama, comida, televisão e playstation (sim, o meu querido irmão teve que levar a televisão da cozinha para poder estar a jogar dentro de uma tenda com 40º lá dentro). E, como eu não tinha nada mais interessante para fazer, decidi pegar numa mini-vassoura e numa mini-pá e comecei a limpar o espaço. Não a tenda, o espaço exterior, o espaço que estava cheio de terra, de folhas e de coisas que não são apreciadas dentro daquilo que seria a nossa casa durante 15 dias. O pior é que estava uma ligeira ventania. E, alguém foi o salvador da pátria e me tirou aquilo das mãos. Bem dito sejas.

Num outro dia de manhã, acordámos e descobrimos que o meu irmão tinha andado à porrada com uma árvore. Estava escuro, ele não tinha posto os óculos e pimba. A árvore só se defendeu do ataque. Ou ainda no dia mais quente, o carro estava à sombra e assinalava 50º (isto já não é memória minha, infelizmente).

Foi uma semana muito intensa, as memórias são vagas, mas sei que gostei tanto daquilo que este ano voltei ao mesmo parque de campismo. Já não foi para uma tenda, mas o sentimento foi o mesmo. Porque para mim, o verão é um amor para a vida toda.

Beijinhos **

 

Obrigada, Mariana!

10
Out17

Era Uma Vez... com o Triptofano

Hoje é terça feira, e como não podia faltar, a rubrica "Era Uma Vez" está de volta. O convidado nosso de hoje é o Triptofano, que traz uma história com muita... Graça

Caso ainda não conheçam o blog, aconselho a passarem lá. Tenho a certeza que não se vão arrepender! E sem mais demoras, fiquem com a peripécia de hoje:

 

Primeiro que tudo tenho de agradecer à Miss Unicorn o ter-me convidado para participar na sua rubrica. Confesso que inicialmente foi difícil lembrar-me de um episódio marcante da minha infância visto que considero ter sido assim uma criança sossegada, basicamente um anjinho. Perguntam vocês o que é que aconteceu a certa altura da minha existência para ter tudo descambado? Pois nem eu sei…

Antes de começar com a história propriamente dita queria mostrar-vos o Triptofano em pequeno.

img.jpg

Digam lá se não era uma delícia de criança? Um ar amoroso, ali a colocar a mãozinha na mamoca da estátua! Ai inocência! Aposto que o senhor meu pai ficou deliciado com tal gesto, que estava ali um filho machão orgulho dos seus olhos. Pois que não, provavelmente terei ficado desiludido com uma mamoca tão fria e pronto resolvi seguir um caminho diametralmente oposto. Mas tenho a dizer que o meu pai continua a ter orgulho em mim!

Mas passemos à história propriamente dita. Era o último dia de aulas, deveria eu estar no segundo ou no terceiro ano de escolaridade, e toda a gente estava dentro do pavilhão a fazer sabe-se lá o quê – pais, professores e alunos.

Toda a gente menos eu e o meu melhor amigo da altura, o Alex, que estávamos a brincar na caixa de areia; onde costumávamos imaginar que éramos grilos mutantes do espaço empoleirando-nos nas construções de ferro e onde eu mais que uma vez deixei cair a minha sandes do lanche e mesmo assim comi-a, o que levou a um desgaste mais rápido dos meus molares (maldita areia!).

Por alguma razão que eu desconheço, a certa parte da brincadeira, o Alex começou a bater mal da pinha. Estava ele em cima do escorrega e eu quase no topo do mesmo, a querer subir para me colocar em segurança, quando ele me começa a tirar os dedos para eu cair (que rico amigo!).

Tirava-me uma mão eu ficava agarrado com a outra, quando passava para a segunda mão eu voltava a agarrar-me com a primeira, e estivemos naquilo uns bons dez minutos, com ele sadicamente a tentar atirar-me do escorrega abaixo, e eu, sem achar piada nenhuma àquilo, a desenvolver a minha famosa técnica lapa e evitando partir-me todo, visto que a quantidade de areia na base das escadas era tão pouca que dava para ver a placa de cimento.

Ora a certa altura aparece a Graça. A Graça era a nossa colega luso-alemã, que falava assim com um sotaque engraçado e que coitada sofreu anos com a hilariante piada “Onde é que está a Graça? Em cima do telhado!” Naquela altura eu era a paixoneta da Graça, mas a Graça não era de todo a minha paixoneta; e quando ela viu que eu estava em apuros começou a gritar com a sua voz fininha “Alex, pára, Alex, pára já!!!!”, enquanto se bamboleava na nossa direcção- é que pronto a Graça não tinha propriamente as medidas da Cláudia Schiffer, era um bocadinho (de nada) mais roliça.

O Alex não ligou nenhuma à Graça e continuou a tentar atirar-me do escorrega. E eu a tentar segurar-me. Até que me fartei. Lembro-me perfeitamente de pensar que já não dava mais, larguei a mão que no momento ainda me segurava, olhei para o infinito e preparei-me para partir meia dúzia de ossos.

Ainda hoje me lembro do impacto. E de dizer para mim mesmo que a areia era muito mais fofinha do que eu alguma vez imaginara. Não me tinha magoado nem um bocadinho. Só depois dei conta que tinha literalmente esborrachado a Graça, que, aflita por me ver em apuros, tinha ido sem eu notar para a base das escadas do escorrega!

Tal aparato chamou a atenção de pais e professores e colegas que vieram a correr ver o sucedido. A Graça foi levada para o hospital, o Alex raspou-se de fininho, e eu fiquei ali, no meio de toda aquela gente, a pensar que se calhar devia dar uma oportunidade ao amor da Graça. Afinal ela tinha-me salvo.

 

Obrigada, Triptofano!

19
Set17

Era Uma Vez... com a Gorduchita

Apesar da pausa de verão que a rubrica "Era Uma Vez" fez, o calor ainda não acabou por aqui. É por isso que hoje, a Gorduchita do blog "A Vida da Gorduchita" nos vem contar uma peripécia da sua infância, passada na praia.

Passem pelo blog dela e vejam o que ela tem para contar por aqui!

 

Num dia de verão, há muitos muitos anos atrás, era eu miúda, estava eu toda contente no mar a tomar uma bela banhoca, quando olho para a minha mãe no areal e me parece que ela me acenou.
Pergunto (aos berros, que ela ainda estava longe): Que foi?
Ela (berrando também): Nada! 
Eu: QUÊ?
Ela (agitando os braços): Nada!
Eu: Nado?
Ela (continuando a agitar os braços, parecendo o movimento de bruços): NADA!
 
E eu, nadei, bruços, claro!
Quando regresso à toalha, perguntei-lhe: Por que querias que nadasse?
Ela, rindo-se: Eu não queria nada. Tu é que começaste a fazer perguntas e eu respondi: nada (de "coisa nenhuma")!
 
Achei que a minha mãe queria que eu demonstrasse a minha veia nadadora (sim, sempre gostei de nadar). Mas fiz foi uma bela figura de ursa!! Vale que a praia estava quase vazia!

18
Jul17

Era Uma Vez... com a Hipster Chique

A nossa convidada de hoje é a Raquel, do blog "A Hipster Chique". Caso não conheçam, o blog dela aborda vários tópicos, com algum humor à mistura, e ela está também a escrever uma série chamada "O Sítio".

Ela aceitou o convite e veio contar-nos um pouco da sua infância. Aqui está o testemunho da Raquel:

 

Quero agradecer à Miss Unicorn por me ter convidado para escrever nesta rubrica, que considero bastante divertida.

E agora que já agradeci, vamos então entrar nos traumas da minha infância. A história vai ser divida por alguns dos momentos mais traumáticos que vivi...

Era uma vez...

Uma menina pequenina, de cabelos louros, pele clara e olhos azuis que apenas queria brincar com o seu fato de fada e com as bonecas de madeira, até que um dia chegou uma bola à sua vida. A partir desse dia as bonecas serviam para postes da baliza e o fato da fada provavelmente foi queimado ou enterrado porque a minha mãe já não a podia ver com ele.

Com a bola, veio o futebol e com o futebol, veio a decisão de ser do Benfica e com isso veio a necessidade de gritar ao mundo que era do vermelho. Tudo corria bem até que a madrinha da pequena resolveu dar-lhe uma bola, azul do Porto.

A bola serviu o seu propósito e nunca mais ninguém a viu!

A mesma menina tinha por vezes comportamentos estranhos e nem sempre agia de acordo com a normalidade. Talvez porque a sua mãe via com bons olhos uma criança de 5 anos comer cebolas cruas com casca. Mesmo assim a menina cresceu saudável, não gosta de cebola e só caiu 9 vezes da mesma árvore a apanhar cerejas antes de desistir completamente de o fazer ou porque talvez se tenha esquecido do que estava a fazer.

A vida corria, tempo não esperava e após muitas farinhas de pau dadas de forma negligenciada a menina queria ser veterinária aos 7 anos. Se ao menos houvesse quem a tivesse apoiado...

A menina passou vários anos a tirar animais da rua e escondê-los numa garagem abandonada nas traseiras da sua casa. Alimentava-os e trocava os livros da escola que iam na mala por animais, para que estes fossem levados LEGALMENTE para aquela garagem.

Sabem o que aconteceu? A menina foi apanhada e teve de devolver alguns animais que afinal não eram abandonados e apenas pertenciam aos donos dos jardins das casas de onde a menina os tinha tirado. Na óptica dela, os animais estavam tristes porque ninguém brincava com eles.

Mas ninguém a entendeu, foi castigada e levou com uma tampa de um tacho no lombo.

De final feliz não reza a história desta menina porque em adulta o comportamento continua questionável. Mas para o bem da história...

E todos viveram felizes para sempre.

A Hipster Chique

 

Obrigada, Raquel!

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